sábado, 29 de agosto de 2015

Preconceito, não!!!!!!

25/08/2015 - 

A receita para trazer segurança à praia: vetar os pretos.

O 'Apartheid Social' passa longe de ser apenas uma metáfora no Brasil: PM carioca recolhe menores negros que se encaminham às badaladas praias da Zona Sul.



reproduçãoMarcos Sacramento - Diário do Centro do Mundo

No início do ano, auge do verão, a colunista Hildegard Angel escreveu um texto onde sugeria a redução de linhas de ônibus ou cobrança de entrada nas praias da Zona Sul do Rio de Janeiro como forma de inibir os arrastões.
 
A proposta de Angel foi absurda, mas na prática há anos o Estado promove ações para restringir o acesso de moradores da periferia às praias da Zona Sul, como neste domingo, quando 15 jovens foram abordados em um ônibus e recolhidos pela Polícia Militar sem qualquer acusação contra eles.
 
Conforme uma conselheira tutelar informou ao jornal Extra, os abusos aos direitos básicos dos jovens e adolescentes são rotina nos finais de semana ensolarados. “No início, o critério era estar sem documento e dinheiro para a passagem. Agora, está sem critério nenhum. É pobre? Vem para cá. Só pegam quem está indo para as praias da Zona Sul. Tem menores que, mesmo com os documentos, são recolhidos. Isso é segregação. Só hoje (domingo) foram cerca de 70. Ontem (sábado), foram 90.”
 
Tentativas de restringir a presença de moradores da periferia nas praias badaladas do Rio são corriqueiras como o mate gelado e o biscoito Globo vendidos nas areias. As ideias defendidas no infeliz artigo de Hildegard Angel são estapafúrdias mas são inéditas.
 
Em 1992, uma onda de arrastões no Rio de Janeiro foi notícia no país inteiro e inspirou manchetes e editoriais alarmistas, com sugestões preconceituosas para manter as praias foram do alcance da população mais pobre. Um deles, do Jornal do Brasil, sugeria o policiamento e controle das linhas de ônibus que ligam a Zona Norte à Zona Sul, conforme observa o artigo “Arrastão Midiático e Racismo no Rio de Janeiro”, do pesquisador e professor da UFMG Dalmir Francisco.
 
No caso ocorrido no último domingo, nem existe a justificativa da chamada “onda de arrastões nas praias”. A Polícia Militar deu uma explicação esfarrapada para a ação dos policiais, informando por nota que elas “ocorreram visando a proteger menores em situação de risco ou em flagrante de ato infracional”.
 
Proteção é oferecer à garotada moradia digna, saneamento, escolas e um sistema público de transporte público confortável que permita o acesso ao lazer e à cultura onde eles bem entenderem. Abordar sem motivos e infringir o direito de ir e vir só protege os interesses de quem acredita que as praias devem ser feudos restritos a uma minoria endinheirada.
 
A fala de um dos adolescentes abordados sintetiza a falta de políticas públicas para oferecer dignidade a uma juventude que se espreme em ônibus lotados só para curtir uma praia. “Nós “é” humilhado na favela e na “pista””, disse o menino de 14 anos.
 
Há grande chance dele não ter a mínima ideia de quem seja Hildegard Angel e da sugestão dela para controlar o acesso dos pobres às praias da Zona Sul, mas uma coisa é certa: ele conhece na pele o significado da palavra segregação.

http://cartamaior.com.br/?/Editoria/Direitos-Humanos/A-receita-para-trazer-seguranca-a-praia-vetar-os-pretos-/5/34332



Relembrando as brincadeiras de nossa infância.










Alimentação Escolar

Josué de Castro é homenageado no Recife

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Escrito por  Assessoria de Comunicação Social do FNDE
ASCOM-FNDE(Brasília) - Um dos responsáveis pela instituição da Campanha de Merenda Escolar, em 1955, o pernambucano Josué de Castro será homenageado no Recife nesta sexta-feira, 5 de setembro, data que marca os 100 anos de seu nascimento. A cerimônia será realizada durante a 6ª Plenária do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), no Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco, a partir da 12h. 

Médico, professor, geógrafo, sociólogo, escritor e político, Josué de Castro foi um dos pioneiros em todo o mundo no estudo sobre a fome e suas causas. Ele também lutou pela implementação de um programa nacional de alimentação escolar, como uma das formas de elevar os níveis de nutrição no país e de desenvolver as atividades educacionais. 

Organizada numa parceria entre o Consea, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e o Fundo Nacional de Desenvolvimento de Educação (FNDE), a homenagem a Josué de Castro contará com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A cerimônia deve reunir cerca de duas mil pessoas. 

Alimentação escolar
 – A Campanha de Merenda Escolar foi criada em 1955 com a assinatura do Decreto n° 37.106. Atualmente chamada de Programa Nacional de Alimentação Escolar, é a mais antiga política pública de segurança alimentar e nutricional do Brasil. Hoje, atende 36 milhões de estudantes, abrangendo toda a rede pública de educação infantil e ensino fundamental. O orçamento para 2008 é de R$ 1,6 bilhão. 

O programa pode ser expandido em breve para o ensino médio. Tramita no Congresso Nacional o Projeto de Lei 2877/08, enviado pelo Executivo em fevereiro. Se for aprovado, outros oito milhões de estudantes serão beneficiados com alimentação escolar gratuita. 

Serviço 
6ª Plenária do Consea 
Homenagem a Josué de Castro – 12 h
Local: Centro de Convenções da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) 
Av. Prof. Moraes Rego, 1235, Cidade Universitária – Recife (PE) 

http://www.fnde.gov.br/fnde/sala-de-imprensa/noticias/item/478-josu%C3%A9-de-castro-%C3%A9-homenageado-no-recife

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Sobre o Pnae


O Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), implantado em 1955, contribui para o crescimento, o desenvolvimento, a aprendizagem, o rendimento escolar dos estudantes e a formação de hábitos alimentares saudáveis, por meio da oferta da alimentação escolar e de ações de educação alimentar e nutricional.
São atendidos pelo Programa os alunos de toda a educação básica (educação infantil, ensino fundamental, ensino médio e educação de jovens e adultos) matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias (conveniadas com o poder público),  por meio da transferência de recursos financeiros.
 O Pnae tem caráter suplementar, como prevê o artigo 208, incisos IV e VII, da Constituição Federal, quando determina que o dever do Estado (ou seja, das três esferas governamentais: União, estados e municípios) com a educação é efetivado mediante a garantia de "educação infantil, em creche e pré-escola, às crianças até cinco anos de idade" (inciso IV) e "atendimento ao educando, em todas as etapas da educação básica, por meio de programas suplementares de material didáticoescolar, transporte, alimentação e assistência à saúde" (inciso VII).
Atualmente, o valor repassado pela União a estados e municípios por dia letivo para cada aluno é definido de acordo com a etapa e modalidade de ensino:
  • Creches: R$ 1,00
  • Pré-escola: R$ 0,50
  • Escolas indígenas e quilombolas: R$ 0,60
  • Ensino fundamental, médio e educação de jovens e adultos: R$ 0,30
  • Ensino integral: R$ 1,00
  • Alunos do Programa Mais Educação: R$ 0,90
  • Alunos que frequentam o Atendimento Educacional Especializado no contraturno: R$ 0,50
O repasse é feito diretamente aos estados e municípios, com base no Censo Escolar realizado no ano anterior ao do atendimento. O Programa é acompanhado e fiscalizado diretamente pela sociedade, por meio dos Conselhos de Alimentação Escolar (CAE), pelo FNDE, pelo Tribunal de Contas da União (TCU), pela Controladoria Geral da União (CGU) e pelo Ministério Público.
O orçamento do Programa para 2015 é de R$ 3,8 bilhões, para beneficiar 42,6 milhões de estudantes da educação básica e de jovens e adultos. Com a Lei nº 11.947, de 16/6/2009, 30% desse valor – ou seja, R$ 1,14 bilhão – deve ser investido na compra direta de produtos da agricultura familiar, medida que estimula o desenvolvimento econômico e sustentável das comunidades.

http://www.fnde.gov.br/programas/alimentacao-escolar/alimentacao-escolar-apresentacao

a fome é a expressão biológica de males sociológicos
Josué de Castro" 

Superlua hoje!

Bom dia, Turma!

Observem o céu  hoje a partir das  18h. Será lindo!
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Fim de agosto traz uma superlua!

Ofim do mês estará animado para amantes da astronomia. No próximo sábado, dia 29, teremos uma superlua - fenômeno em que a Lua aparenta estar maior por estar mais próxima da Terra.
Como a órbita da Lua é elíptica, há ocasiões em que ela fica mais próxima do nosso planeta. A superlua acontece quando a Lua está cheia e o satélite está a menos que 10% de sua aproximação máxima. Apesar de termos outra superlua neste ano (27 de outubro), a observação mais favorável será a desta, já que a diferença entre a Lua Cheia e o perigeu será de apenas 66 minutos. 
A dica para a melhor observação do fenômeno é aproveitar as primeiras horas da noite, quando o satélite ainda está próximo do horizonte. Por algum motivo que os cientistas ainda não conseguem explicar, a proximidade do horizonte causa uma ilusão de ampliação. Ou seja, a Lua parecerá ainda maior. 
http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/Espaco/noticia/2015/08/fim-de-agosto-traz-uma-superlua.html

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Boa noite, turma! Abaixo algumas letras de músicas sobre o espaço urbano.

A METRÓPOLE ACELERADA

A METRÓPOLE E A VIDA MENTAL

Em seu texto, “A metrópole e a vida mental”, Georg Simmel afirma que os problemas mais graves da vida moderna nascem na tentativa do indivíduo de preservar sua autonomia e individualidade em face das esmagadoras forças sociais. Esta seria a mais recente transformação da luta do homem com a natureza para sua existência física. Segundo o autor, o século XVIII exigiu a especialização do homem e de seu trabalho, e conclamou que se libertasse de suas dependências históricas quanto ao Estado e à religião, à moral e a economia. Dentre todas essas posições, o homem resistiria a ser nivelado e uniformizado por mecanismos sócio-tecnológicos. O autor pergunta então, como a personalidade se acomoda no ajustamento às forças externas.
Segundo Simmel, há um profundo contraste entre a vida na cidade e a vida no campo. O autor afirma que a metrópole extrai do homem uma quantidade diferente de consciência, sendo que a vida da pequena cidade descansa mais sobre relacionamentos profundamente sentidos e emocionais, ou seja, o homem metropolitano reagiria com a cabeça em lugar do coração: “A reação aos fenômenos metropolitanos é transferida àquele órgão que é menos sensível e bastante afastado da zona mais profunda da personalidade. A intelectualidade, assim se destina a preservar a vida subjetiva contra o poder avassalador da vida metropolitana”.
Entende-se, dessa forma, que a pessoa intelectualmente sofisticada é indiferente a toda a individualidade genuína que resulta em relacionamentos e reações que não podem ser exauridos com operações lógicas. Essa razão que dá lugar às emoções é expressa no exercício de transformação de indivíduos em números, reduzindo assim toda qualidade e individualidade à questão: quanto? Este aspecto contrasta profundamente com a natureza da pequena cidade, em que o inevitável conhecimento da individualidade produz diferentes tons de comportamento que vão além do mero balanceamento objetivo de serviços e retribuição. A metrópole, em contraste, é provida quase que inteiramente pela produção para o mercado, ou seja, para compradores desconhecidos que nunca entram pessoalmente em contato com o produtor. Simmel ainda afirma que “através dessa anonimidade, os interesses de cada parte adquirem um caráter impiedosamente prosaico; e os egoísmos econômicos intelectualmente calculistas de ambas as partes não precisam temer qualquer falha devida aos imponderáveis das relações pessoais”. Esse caráter assumido pelas relações metropolitanas estaria intrinsecamente ligado à economia do dinheiro. Como exemplo dessa conjuntura Simmel cita um historiador inglês: “ao longo de todo o curso da história inglesa, Londres nunca funcionou como o coração da Inglaterra, mas frequentemente como seu intelecto e sempre como sua bolsa de dinheiro!”.
“A mente do homem moderno se tornou mais e mais calculista”, afirma o autor. A economia do dinheiro criou uma exatidão na vida prática – através da matematização da natureza – que nunca tanto se pesou, calculou, ou se reduziu tanto os valores qualitativos a valores quantitativos. Através da difusão dos relógios de bolso, desenvolveu-se um tamanho controle do tempo sobre os indivíduos, que seria impossível realizar os afazeres típicos dos homens metropolitanos sem essa mais estreita pontualidade. “Assim, a técnica da vida metropolitana é inimaginável sem a mais pontual integração de todas as atividades e relações mútuas em um calendário estável e impessoal”.
Todo esse controle, expresso pela pontualidade, calculabilidade e exatidão são introduzidos à força na vida pela complexidade e extensão da existência metropolitana. São instrumentos que favorecem a exclusão de traços e impulsos irracionais e instintivos que visam determinar o modo de vida de dentro, em lugar de receber a forma de vida geral vinda de fora. Dessa forma, Simmel torna possível entender o ódio de homens como Ruskin e Nietzsche pela metrópole, pois descobriram o valor da vida fora de esquemas, passando então, a odiar também a economia do dinheiro e o intelectualismo da existência moderna.
Dessa forma entende-se a atitude blasé de determinados indivíduos e em especial das crianças metropolitanas – quando apresentam comportamento indiferente em relação às novidades do mundo sempre que comparadas às crianças de meios mais tranquilos. Essa atitude, segundo Simmel, é um dos dois extremos do comportamento humano influenciado pela vida moderna, no qual a pessoa, em meio à economia do dinheiro e controle rígido do tempo, mergulha em sua própria subjetividade sem se envolver com o ambiente externo. Além disso, há que se ressaltar o distanciamento cada vez maior dos concidadãos, muitas vezes através de uma espécie de desconfiança excessiva e de uma atitude de reserva em face às superficialidades da vida metropolitana. Essa reserva seria o fator que, aos olhos de pessoas de cidades pequenas, nos faz parecer frios e até mesmo um pouco antipáticos.
Simmel ainda apresenta a idéia de metrópole como ilustração do princípio da união em grupos sociais (partidos políticos, governos etc.). Esses grupos, inicialmente pequenos e coesos, por natureza, necessitam de regras para se manterem, diminuindo assim as liberdades individuais. Com o crescimento do grupo, a tendência observada em todos os casos é das regras ficarem menos rígidas, dando uma maior liberdade aos indivíduos que compõem o grupo. A antiga polis é um exemplo que parece ter o próprio caráter de uma cidade pequena. Eram constantes as ameaças externas, fazendo com que se desenvolvesse uma estrita coerência quanto aos aspectos políticos e militares, uma supervisão de cidadão pelo cidadão, um ciúme do todo contra o individual, tendo, por fim, a vida individual suprimida. Segundo o autor “isto produziu uma atmosfera tensa, em que os indivíduos mais fracos eram suprimidos e aqueles de naturezas mais fortes eram incitados a pôr-se à prova de maneira mais apaixonada”.
Simmel ainda faz uma comparação interessante entre cultura objetiva, que seria a cultura ligada a objetos, coisas, conhecimento, instituições; e a cultura subjetiva, que estaria ligada ao indivíduo. Para o autor há uma diferença grande no ritmo de crescimento das duas culturas. Enquanto a objetiva cresceu grandemente, motivada pela divisão do trabalho e sua crescente especialização – como em “O trabalho alienado” de Karl Marx – a cultura subjetiva cresceu lentamente ou pode até mesmo ter regredido em certos pontos como ética, idealismo, etc. “Não é preciso mais do que apontar que a metrópole é o genuíno cenário dessa cultura que extravasa de toda vida pessoal”.
Referência: SIMMEL, Georg. A metrópole e a vida mental. In: VELHO, Otávio G. (Org.). O fenômeno urbano. Rio de Janeiro: Guanabara, 4a. ed., 1987
http://faceaovento.com/2008/07/31/a-metropole-e-a-vida-mental/

SAMPA
CAETANO VELOSO
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas

Ainda não havia para mim, Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João

Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos Mutantes

E foste um difícil começo
Afasta o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso

Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva

Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os Novos Baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa
Human Nature
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Looking out across the night-time
The city winks a sleepless eye
Hear her voice shake my window
Sweet seducing sighs

Get me out into the night-time
Four walls won't hold me tonight
If this town is just an apple
Then let me take a bite

If they say, why, why?
Tell them that it's human nature
Why, why does he do me that way?

If they say, why, why?
Tell them that it's human nature
Why, why does he do me that way?

Reaching out to touch a stranger
Electric eyes are everywhere
See that girl, she knows I'm watching
She likes the way I stare

If they say, why, why?
Tell them that it's human nature
Why, why does he do me that way?

If they say, why, why?
Tell them that it's human nature
Why, why does he do me that way?

I like living this way
I like loving this way

Looking out across the morning
Where the city's heart begins to beat
Reaching out, I touch her shoulder
I'm dreaming of the street

If they say, why, why?
Tell them that it's human nature
Why, why does he do me that way?

If they say, why, why?
Oh! Tell them
Why, why does he do me that way?

If they say, why, why?
Cha, cha, cha
Why, why does he do me that way?

If they say, why, why?
Oh! Tell them
Why, why does he do me that way?

If they say, why, why?
Oh! Tell them
Why, why does he do me that way?

If they say, why, why?
Da, da, da
Why, why does he do me that way?

I like living this way
Natureza Humana

Olhando para fora através da noite
A cidade pisca num olhar sem sono
Ouvir a voz dela balançar minha janela
Doces suspiros de sedução

Me leve para a noite
Quatro paredes não vão me segurar essa noite
Se esta cidade é só uma maçã
Então deixe-me dar uma mordida

Se perguntarem, por quê? Por quê?
Diga que é a natureza humana
Por quê? Por que ele faz isso comigo?

Se perguntarem, por quê? Por quê?
Diga que é a natureza humana
Por quê? Por que ele faz isso comigo?

Esticando a mão para tocar um estranho
Olhos elétricos estão por toda parte
Veja aquela garota, ela sabe que estou olhando
Ela gosta de como eu a observo

Se perguntarem, por quê? Por quê?
Diga que é a natureza humana
Por quê? Por que ele faz isso comigo?

Se perguntarem, por quê? Por quê?
Diga que é a natureza humana
Por quê? Por que ele faz isso comigo?

Gosto de viver assim
Gosto de amar assim

Olhando para fora através da manhã
Onde o coração da cidade começa a bater
Esticando a mão, eu toco o ombro dela
Estou sonhando com a rua

Se perguntarem, por quê? Por quê?
Diga que é a natureza humana
Por quê? Por que ele faz isso comigo?

Se perguntarem, por quê? Por quê?
Oh! Diga
Por quê? Por que ele faz isso comigo?

Se perguntarem, por quê? Por quê?
Cha, cha, cha
Por quê? Por que ele faz isso comigo?

Se perguntarem, por quê? Por quê?
Oh! Diga
Por quê? Por que ele faz isso comigo?

Se perguntarem, por quê? Por quê?
Oh! Diga
Por quê? Por que ele faz isso comigo?

Se perguntarem, por quê? Por quê?
Da, da, da
Por quê? Por que ele faz isso comigo?

Gosto de viver assim
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Stranger In Moscow
I was wandering in the rain
Mask of life, feelin' insane
Swift and sudden fall from grace
Sunny days seem far away
Kremlin's shadow belittlin' me
Stalin's tomb won't let me be
On and on and on it came
Wish the rain would just let me be

How does it feel
(How does it feel)
How does it feel
How does it feel
When you're alone
And you're cold inside

Here abandoned in my fame
Armageddon of the brain
KGB was doggin' me
Take my name and just let me be
Then a begger boy called my name
Happy days will drown the pain
On and on and on it came
In the rain, and again, and again
Take my name and just let me be

How does it feel
(How does it feel)
How does it feel
How does it feel
(How does it feel)
How does it feel
(How does it feel now)
How does it feel
How does it feel
When you're alone
And you're cold inside

How does it feel
(How does it feel)
How does it feel
How does it feel
How does it feel
How does it feel
(How does it feel now)
How does it feel
How does it feel
When you're alone
And you're cold inside

Like a stranger in Moscow
(Lord I must say)
Like a stranger in Moscow
(Lord I must say)
We're talkin' danger
We're talkin' danger baby
Like a stranger in Moscow
We're talkin' danger
We're talkin' danger baby
Like a stranger in Moscow
I'm livin' lonely
I'm livin' lonely, baby
A stranger in Moscow

KGB Interrogatory (Russian to English translation)
"Why have you come from the West? Confess!
To steal the great achievements of the people
the accomplishments of the workers... "
Estranho em Moscou
Eu estava vagando na chuva
Máscara da vida, sentimento insano
Veloz e repentina queda de graça
Dias ensolarados parecem distantes
Sombra de Kremlin depreciando-me
O túmulo de Stalin não me deixa ser
Adiante e adiante e adiante ele veio
Queria que a chuva pudesse apenas me deixar ser

Qual a sensação
Qual a sensação
Qual a sensação
Qual a sensação
Quando você esta sozinho
E você esta frio por dentro

Aqui abandonado na minha fama
Armagedom do cérebro
KGB esteve me interrogando
Pegue meu nome e me deixe apenas ser
Então um menino pedinte chamou meu nome
Dias felizes irão afogar a dor
Adiante e adiante e adiante ele veio
Na chuva, e novamente e novamente
Pegue meu nome e me deixe apenas ser

Qual a sensação
Qual a sensação
Qual a sensação
Qual a sensação
Qual a sensação
Qual a sensação
(Qual a sensação. agora)
Qual a sensação
Qual a sensação
Quando você esta sozinho
E você esta frio por dentro

Qual a sensação
Qual a sensação
Qual a sensação
Qual a sensação
Qual a sensação
Qual a sensação
(Qual a sensação. agora)
Qual a sensação
Qual a sensação
Quando você esta sozinho
E você esta frio por dentro

Como um estranho em Moscou
(Senhor eu preciso dizer)
Como um estranho em Moscou
(Senhor eu preciso dizer)
Estamos conversando sob perigo
Estamos conversando sob perigo baby
Como um estranho em Moscou
Estamos conversando sob perigo
Estamos conversando sob perigo baby
Como um estranho em Moscou
Eu estou vivendo solitário
Eu estou vivendo solitário baby
Um estranho em Moscou

(Interrogatório da KGB)
''Por que você veio do Ocidente? Confesse!
Para roubar as grandes realizações das pessoas
as realizações dos trabalhadores... "


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Empire State Of Mind (feat. Alicia Keys)

Yeah,
Yeah, Imma up at Brooklyn,
Now Im down in Tribeca,
Right next to DeNiro,
But I'll be hood forever,
I'm the new Sinatra,
And since I made it here,
I can make it anywhere,
Yeah they love me everywhere,
I used to cop in Harlem,
All of my dominicanos
Right there up on broadway,
Brought me back to that McDonalds,
Took it to my stash spot,
Five Sixty Stage street,
Catch me in the kitchen like a simmons whipping pastry,
Cruising down 8th street,
Off white lexus,
Driving so slow but BK is from Texas,
Me I'm up at Bedsty,
Home of that boy Biggie,
Now I live on billboard,
And I brought my boys with me,
Say what up to Ty Ty, still sipping Malta
Sitting courtside Knicks and Nets give me high fives,
Nigga I be spiked out, I can trip a referee,
Tell by my attitude that I most definitely from?

[Alicia Keys]
New York,
Concrete jungle where dreams are made of,
There's nothing you can't do,
Now you're in New York,
These streets will make you feel brand new,
Big lights will inspire you,
Let's hear it for New York, New York, New York

[Jay-Z]
I made you hot nigga,
Catch me at the X with OG at a Yankee game,
Shit I made the yankee hat more famous than a yankee can,
You should know I bleed Blue, but I aint a crip though,
But I got a gang of niggas walking with my click though,
Welcome to the melting pot,
Corners where we selling rocks,
Afrika bambaataa shit,
Home of the hip hop,
Yellow cap, gypsy cap, dollar cab, holla back,
For foreigners it aint fitted act like they forgot how to act,
8 million stories out there and their naked,
Cities is a pity half of y'all won't make it,
Me I gotta plug a special and I got it made,
If Jesus payin LeBron, I'm paying Dwayne Wade,
3 dice cee-lo
3 card marley,
Labor day parade, rest in peace Bob Marley,
Statue of Liberty, long live the World trade,
Long live the king yo,
I'm from the empire state thats?

[Alicia Keys]
In New York,
Concrete jungle where dreams are made of,
There's nothing you can't do,
Now you're in New York,
These streets will make you feel brand new,
Big lights will inspire you,
Let's hear it for New York, New York, New York

[Jay-Z]
Lights is blinding,
Girls need blinders
So they can step out of bounds quick,
The side lines is blind with casualties,
Who sipping life casually, then gradually become worse,
Don't bite the apple Eve,
Caught up in the in crowd,
Now your in style,
And in the winter gets cold en vogue with your skin out,
The city of sin is a pity on a whim,
Good girls gone bad, the cities filled with them,
Mommy took a bus trip and now she got her bust out,
Everybody ride her, just like a bus route,
Hail Mary to the city your a Virgin,
And Jesus can't save you life starts when the church ends,
Came here for school, graduated to the high life,
Ball players, rap stars, addicted to the limelight,
MDMA got you feeling like a champion,
The city never sleeps better slip you a Ambien

[Alicia Keys]
In New York,
Concrete jungle where dreams are made of,
There's nothing you can't do,
Now you're in New York,
These streets will make you feel brand new,
Big lights will inspire you,
Let's hear it for New York, New York, New York

One hand in the air for the big city,
Street lights, big dreams all looking pretty,
No place in the world that can compare,
Put your lighters in the air, everybody say yeeah yeeah yeeah yeeah
Come on, come on

In New York,
Concrete jungle where dreams are made of,
There's nothing you can't do,
Now you're in New York,
These streets will make you feel brand new,
Big lights will inspire you,
Let's hear it for New York, New York, New York
Estado de Espírito do Império (part. Alicia Keys)

É,
É, Eu sou do Brooklyn,
Agora estou no Tribeca,
Bem perto do DeNiro,
Mas serei da quebrada pra sempre,
Sou o novo Sinatra,
E já que consegui vencer aqui,
Consigo vencer em qualquer lugar,
Sim eles me amam por toda a parte,
Eu costumava dar role no Harlem,
Todos os meus amigos Dominicanos
Bem ali na Broadway,
Me fizeram lembrar daquele Mc Donalds,
Levaram-me para o meu esconderijo,
Rua Five Sixty Stage
Me pego na cozinha como Simmons fazendo doces
Passeando pela 8ª rua,
Com meu Lexus pastel
Dirigindo na boa, mas a BK (Beyonce Knowles) é do Texas,
Eu? Sou de Bedsty (Bedford-Stuyvesant)
Casa daquele carinha, Biggie
Agora eu vivo nas paradas de sucesso,
E trouxe os meus amigos comigo
Diga: Qual é? Para o Ty Ty (Tyron Smith)... continua bebendo Malta
Sentado ao lado da quadra dos Knicks e os Nets me cumprimentam
Nego eu posso cravar, derrubar o juíz,
Definitivamente, por essas minhas atitudes, dá pra saber que sou de...?

[Alicia Keys]
Nova York,
A selva de pedra do que os sonhos são feitos,
Não há nada que você não possa fazer,
Agora você está em Nova York,
Essas ruas vão fazer você se sentir novo em folha,
As grandes luzes vão te inspirar,
Salva de palmas para Nova York, Nova York, Nova York

[Jay-Z]
Eu fiz você ser o cara, maluco
Me encontre na primeira fila com o OG (Juan Perez) num jogo do Yankees,
Porra, fiz o boné dos Yankees ficar mais famoso do que um Yankee foi capaz,
Você devia saber que eu sangro azul, não que eu seja um Crip (gangue de Nova York)
Mas eu tenho um bando de negos que andam na minha gangue também,
Bem vindo a casa das diversidades,
Esquinas onde vendemos pedras,
Afrika Bambaataa, porra,
Berço do hip-hop,
Boné amarelo, boné pirata, táxi de 1 dólar, fala comigo,
Para os estrangeiros a barra é pesada, eles esqueceram de como agir,
8 milhões de historias lá fora e são todas verdade,
A cidade é uma lástima, metade de vocês não vão vencer
Eu? Dei um golpe de sorte e venci,
Se Jesus está pagando o LeBron, eu estou pagando o Dwayne Wade,
3 dados na aposta do Cee-Lo,
3 cartões Marley
No dia do trabalhador, descanse em paz Bob Marley
Estátua da Liberdade, para sempre World Trade,
Vida longa ao rei, mano
Eu sou do Empire State, que fica...?

[Alicia Keys]
Em Nova York,
A selva de pedra do que os sonhos são feitos,
Não há nada que você não possa fazer,
Agora você está em Nova York,
Essas ruas vão fazer você se sentir novo em folha,
As grandes luzes vão te inspirar,
Salva de palmas para Nova York, Nova York, Nova York

[Jay-Z]
Luzes ofuscantes,
As garotas precisam de cortinas,
Para que elas possam passar dos limites rapidamente,
As linhas laterais estão cegas com casualidades,
Quem curte a vida casualmente, depois gradualmente piora,
Não morda a maçã, Eva,
Apanhada na multidão,
Agora você está no estilo,
E no inverno faz frio. Moda inglesa, com o corpo a mostra,
A cidade do pecado é uma lástima de caprichos,
Boas garotas se tornam más, a cidade está infestada delas,
Mãezinha saiu para um passeio de ônibus com o peito de fora,
Todo mundo come ela, como a rota de um ônibus,
Ave Maria, nessa cidade, você é uma Virgem,
E Jesus não pode salvar sua vida começa quando a igreja acaba,
Veio para cá para estudar, graduou-se na vida de alto nível,
Jogadores de basquete, estrelas do rap, viciados em holofotes.
Ecstasy te fez sentir uma campeã,
A cidade nunca dorme, melhor você tomar um calmante

[Alicia Keys]
Nova York,
A selva de pedra do que os sonhos são feitos,
Não há nada que você não possa fazer,
Agora você está em Nova York,
Essas ruas vão fazer você se sentir novo em folha,
As grandes luzes vão te inspirar,
Salva de palmas para Nova York, Nova York, Nova York

Mão para cima para a grande cidade,
Luzes na ruas, grandes sonhos tudo tão bonito,
Nenhum lugar no mundo se compara,
Isqueiros para o alto, e todos digam yeah
Vamos lá! Vamos lá!

Nova York,
A selva de pedra do que os sonhos são feitos,
Não há nada que você não possa fazer,
Agora você está em Nova York,
Essas ruas vão fazer você se sentir novo em folha,
As grandes luzes vão te inspirar,
Salva de palmas para Nova York, Nova York, Nova York.
Resultado de imagem para RECIFE CHICO SCIENCE
A CIDADE
CHICO SCIENCE
O sol nasce e ilumina
As pedras evoluídas
Que cresceram com a força
De pedreiros suicidas
Cavaleiros circulam
Vigiando as pessoas
Não importa se são ruins
Nem importa se são boas

E a cidade se apresenta
Centro das ambições
Para mendigos ou ricos
E outras armações
Coletivos, automóveis,
Motos e metrôs
Trabalhadores, patrões,
Policiais, camelôs

A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce
A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce

A cidade se encontra
Prostituída
Por aqueles que a usaram
Em busca de uma saída
Ilusora de pessoas
De outros lugares,
A cidade e sua fama
Vai além dos mares

E no meio da esperteza
Internacional
A cidade até que não está tão mal
E a situação sempre mais ou menos
Sempre uns com mais e outros com menos

A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce
A cidade não pára
A cidade só cresce
O de cima sobe
E o de baixo desce

Eu vou fazer uma embolada,
Um samba, um maracatu
Tudo bem envenenado
Bom pra mim e bom pra tu
Pra gente sair da lama e enfrentar os urubus

Num dia de sol, recife acordou
Com a mesma fedentina do dia anterior.
CONSTRUÇÃO 
CHICO BUARQUE
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acabou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Por esse pão pra comer, por esse chão pra dormir
A certidão pra nascer e a concessão pra sorrir
Por me deixar respirar, por me deixar existir
Deus lhe pague

Pela cachaça de graça que a gente tem que engolir
Pela fumaça e a desgraça, que a gente tem que tossir
Pelos andaimes pingentes que a gente tem que cair
Deus lhe pague

Pela mulher carpideira pra nos louvar e cuspir
E pelas moscas bicheiras a nos beijar e cobrir
E pela paz derradeira que enfim vai nos redimir
Deus lhe pague
PARATODOS
CHICO BUARQUE
O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Meu maestro soberano
Foi Antonio Brasileiro

Foi Antonio Brasileiro
Quem soprou esta toada
Que cobri de redondilhas
Pra seguir minha jornada
E com a vista enevoada
Ver o inferno e maravilhas

Nessas tortuosas trilhas
A viola me redime
Creia, ilustre cavalheiro
Contra fel, moléstia, crime
Use Dorival Caymmi
Vá de Jackson do Pandeiro

Vi cidades, vi dinheiro
Bandoleiros, vi hospícios
Moças feito passarinho
Avoando de edifícios
Fume Ari, cheire Vinícius
Beba Nelson Cavaquinho

Para um coração mesquinho
Contra a solidão agreste
Luiz Gonzaga é tiro certo
Pixinguinha é inconteste
Tome Noel, Cartola, Orestes
Caetano e João Gilberto

Viva Erasmo, Ben, Roberto
Gil e Hermeto, palmas para
Todos os instrumentistas
Salve Edu, Bituca, Nara
Gal, Bethania, Rita, Clara
Evoé, jovens à vista

O meu pai era paulista
Meu avô, pernambucano
O meu bisavô, mineiro
Meu tataravô, baiano
Vou na estrada há muitos anos
Sou um artista brasileiro

Ruas de Ará
Chiko Queiroga & Antônio Rogério
  

Nossa cidade, cenário da ponte
Entre o houvera e o haverá
Tem gente que é terra
Tem gente do mangue
Todo dia nas ruas de Ará

Tem velho safado
Tem beiju molhado
Tem deputado marajá
Tem rico que é pobre
Tem preto que é nobre
Todo dia nas ruas de Ará

Ará Cajueiro Aracajuá
Dança guerreiro
Ruas de Ará
Senhora de idade
Vem da Soledade
Um moço que vai trabalhar
Dondoca doideca
Doutor de traveca
Todos os dias nas ruas de Ará

Tem gente bacana
Tem falsa baiana
Boçal, tem vagal, tem paxá
Na nossa cidade
Mentira e verdade
Todo dia nas ruas de Ará
A VIOLEIRA
CHICO BUARQUE

Desde menina, caprichosa e nordestina

Que eu sabia, a minha sina era no Rio ir morar

Em Araripe topei com um chofer dum jeep

Que descia pra Sergipe pro serviço militar

Esse maluco me largou em Pernambuco

Quando um cara de trabuco me pediu pra namorar

Mais adiante, num estado interessante

Um caixeiro viajante me levou pra Macapá

Uma cigana revelou que a minha sorte 

Era ficar naquele Norte e eu não queria acreditar


Juntei os trapos com um velho marinheiro

Viajei no seu cargueiro que encalhou no Ceará

Voltei pro Crato, fui fazer artesanato

De barro bom e barato pra mode economizar

Eu era um broto e também fiz muito garoto

Um mais bem feito que o outro, eles só faltam falar

Juntei a prole e me atirei no São Francisco

Enfrentei raio, corisco, correnteza e coisa má

Inda arrumei com um artista em Pirapora 

Mais um filho e vim-me embora, cá no Rio vim parar 

Ver Ipanema foi que nem beber Jurema

Que cenário de cinema, que poema à beira mar

E não tem tira, nem doutor, nem ziquizira 

Quero ver quem é que tira nóis aqui desse lugar 

Será verdade que eu cheguei nessa cidade

Pra primeira autoridade resolver me escorraçar? 

Com a tralha inteira remontar a Mantiqueira

Até chegar na corredeira, o São Francisco me levar? 

Me distrair nos braços de um barqueiro sonso

Despencar na Paulo Afonso, o oceano me afogar

Perder os filhos em Fernando de Noronha

E voltar morta de vergonha pro sertão de Quixadá? 

Tem cabimento, depois de tanto tormento

Me casar com algum sargento e todo sonho desmanchar? 

Não tem carranca, nem trator, nem alavanca

Eu quero ver quem é que arranca nóis aqui deste lugar!


 Resumo da obra de Clarice Lispector

22/08/2012 23h 41
Em seu último romance, Clarice Lispector criou um narrador fictício, Rodrigo S.M, que relata a vida da jovem nordestina Macabéa, ao mesmo tempo em que reflete sobre os sonhos, as manias e os conflitos internos da garota.

- Leia a análise da obra "A Hora da Estrela"

Resumo
Enredo 1 
O narrador conta a história de Macabéa, jovem alagoana de 19 anos que vive no Rio de Janeiro. Órfã, mal se lembrava dos pais, que morreram quando ela era ainda criança. Foi criada por uma tia muito religiosa e moralista, cheia de superstições e tabus, os quais ela passou para a sobrinha.

Essa tia também tinha certo prazer mórbido em castigar Macabéa com cascudos na cabeça, muitas vezes sem motivo, além de privá-la de sua única paixão: a goiabada com queijo na sobremesa. Assim, depois de uma infância miserável, sem conforto nem amor, sem ter tido amigos nem animais de estimação, Macabéa vai para a cidade grande com a tia.

Apesar de ter estudado pouco e não saber escrever direito, Macabéa faz um curso de datilografia e consegue um emprego, no qual recebe menos que o salário mínimo. Após a morte da tia, deixa de ir à igreja e passa a repartir um quarto de pensão com quatro balconistas de uma loja popular.
Macabéa cheirava mal, pois raramente tomava banho. À noite, não dormia direito por causa da tosse persistente, da azia — em virtude do café frio que tomava antes de se deitar — e da fome, que ela disfarçava comendo pedacinhos de papel.

A moça tinha hábitos e manias que aliviavam um pouco a solidão e o vazio de sua existência. Entretinha-se ouvindo a Rádio Relógio num aparelho emprestado de uma das colegas. Essa emissora informava a hora certa, transmitia cultura inútil e propaganda, sem nenhuma música. A garota colecionava também anúncios de jornais e revistas, que colava num álbum. Certa vez, cobiçou um creme cosmético, que preferia comer em vez de passar na pele.

Era muito magra e pálida, pois não se alimentava direito. Basicamente vivia de cachorro-quente com Coca-Cola, que comia na hora do almoço, em pé, no balcão de uma lanchonete ou no escritório em que trabalhava. Não sabia o que era uma refeição quente. Seus luxos consistiam em pintar de vermelho as unhas, que roía depois, comprar uma rosa e, quando recebia o salário, ir ao cinema, o que a fazia desejar ser estrela de cinema, como Marilyn Monroe, seu grande sonho.

Certo dia, o chefe de Macabéa, Raimundo, cansado do péssimo trabalho que ela executava, com textos datilografados cheios de erros de ortografia e marcas de gordura, resolve despedi-la. A reação da garota, de se desculpar pelo aborrecimento causado, acaba desarmando Raimundo, que decide mantê-la por mais um tempo.

Num dia 7 de maio, Macabéa mente dizendo que arrancaria um dente e falta ao trabalho para poder aproveitar a liberdade da solidão e fazer algo diferente. Assim que as colegas saem para trabalhar, ela coloca uma música alta, dança, toma café solúvel e até mesmo se dá ao luxo de se entediar. É nesse dia que conhece Olímpico de Jesus, único namorado que teve.

Não foi um namoro convencional. Olímpico também havia migrado do Nordeste, onde matara um homem, fugindo para o Rio de Janeiro. Conseguira emprego numa metalúrgica, o que dá delírios de grandeza em Macabéa. Afinal, ambos tinham profissão: ela era datilógrafa e ele, metalúrgico. 

Mau-caráter e ambicioso, Olímpico morava de favor no trabalho, roubava os colegas e almejava um dia ser deputado. O passeio dos namorados era sempre seguido de chuvas e de programas gratuitos, como sentar-se em bancos de praça para conversar. Nessas ocasiões, Olímpico se irritava com as perguntas que Macabéa fazia, o que a levava constantemente a se desculpar, pois não queria perdê-lo, apesar de seus maus-tratos.

Certo dia, admitindo que ela nunca lhe dava despesa, Olímpico decide pagar um cafezinho para Macabéa no bar da esquina. Avisa, porém, que se o café com leite fosse mais caro, ela pagaria a diferença. Macabéa, emocionada com a "bondade" do namorado, acaba enchendo o copo de açúcar para aproveitar, ficando enjoada depois. Em um passeio ao zoológico, Macabéa fica com tanto medo do rinoceronte que urina na roupa e tenta disfarçar para não desagradar ao namorado. Um dia, vendo que só o chefe e sua colega de escritório, Glória, recebiam telefonemas, Macabéa dá uma ficha telefônica para que Olímpico ligue para ela. Ele se recusa, dizendo que não queria ouvir as "bobagens" dela.

Até que, após conhecer Glória, Olímpico decide romper com Macabéa para ficar com a sua amiga. O rapaz considera a troca um progresso, já que elas eram opostas: Glória era loira (oxigenada), cheia de corpo, morava numa casa confortável, tinha três refeições por dia e, o mais importante, seu pai era açougueiro, profissão ambicionada por Olímpico.

Após esse episódio, Macabéa vai ao médico e descobre que tem tuberculose, mas não entende muito bem a gravidade da doença. Sente-se bem só por ter ido ao consultório e não acha necessário comprar o medicamento receitado. Com dor na consciência por ter roubado o namorado de Macabéa, Glória a convida para lanchar em sua casa. Macabéa, mais uma vez, aproveita a oportunidade e come demais. Apesar de passar mal, não vomita para não desperdiçar o luxo do chocolate, mas sente remorsos por ter roubado uma rosquinha.

Finalmente, aconselhada por Glória, Macabéa vai até uma cartomante para saber de sua sorte. Lá, é recebida pela própria, Madama Carlota, que impressiona a pobre moça pelo "requinte" de sua residência, repleta de plástico, e pela amabilidade afetada com que a trata. Após Madama Carlota contar sobre sua vida como prostituta e cafetina, lê as cartas para Macabéa, que, emocionada, pela primeira vez vislumbra um futuro e se permite ter esperança. Afinal, iria se casar com um estrangeiro rico, que daria todo o amor de que ela precisava.

Inebriada com as previsões da cartomante, Macabéa atravessa a rua sem olhar e é atropelada por uma Mercedes-Benz. Caída na calçada e sangrando, seu fim é testemunhado por inúmeros espectadores que se aglomeram em torno dela, sem que nenhum ofereça socorro. Por fim, a garota tosse sangue e morre. Havia chegado a hora da estrela. 

Enredo 2
Começa quando o narrador, andando pela rua, capta o olhar de desespero de uma jovem nordestina no meio da multidão. A partir daí, nasce Macabéa, que representa a miséria inerente ao autor e a todas as pessoas. Em uma relação de amor e ódio, Rodrigo S.M. narra a vida dessa moça como tentativa de se livrar da sensação de mal-estar que ela representa e que o contagiava, ao mesmo tempo em que se apieda e se revolta, inclusive se sentindo culpado por viver num padrão mais elevado que a maioria da população marginalizada.

Dessa forma, intima o leitor a também se colocar no lugar do outro para experimentar essa miséria e perceber que, no fundo, ela faz parte de todos nós. Por isso, não basta denunciar as mazelas sociais, como a fase anterior do modernismo pregava, mas induzir o leitor a uma epifania, uma revelação, ainda que despertada pela náusea, como nesse caso. 

Enredo 3
Nessa parte, Rodrigo S.M. discute a limitação da literatura diante da busca existencial. Também ironicamente condena os autores de estilo pretensamente original, que abusam de modismos, de adornos que descaracterizam o poder das palavras, bem como a obsessão pelo rigor formal, pela ortografia impecável.

Assim, há na obra diversos recursos metalinguísticos. Essas três narrativas se interligam, não sendo possível separá-las, pois o livro nem mesmo tem divisão por capítulos.

Lista de personagens
Rodrigo S.M.: é o narrador da história e pode ser entendido como uma representação da própria escritora. Ele faz ao longo do livro diversas reflexões sobre o ato de escrever. Sua principal preocupação é em mergulhar na profundidade do ser humano para entender sua natureza. 

Macabéa: personagem principal da obra, é uma moça nordestina (alagoana) de 19 anos, pobre e desleixada. Não tem família e vive com um subemprego no Rio de Janeiro. Sua ignorância é tamanha que não reconhece nem sua própria infelicidade.

Olímpico de Jesus: é o primeiro e único namorado de Macabéa. Também nordestino, mas da Paraíba, não tem escrúpulos e é ambicioso. 

Glória: filha do açougueiro e colega de trabalho de Macabéa. Apesar de não ser bonita, tinha certa sensualidade. Por conta disso, Olímpico deixa Macabéa para ficar com ela. 

Madame Carlota: a cartomante.

Sobre Clarice Lispector
Clarice Lispector nasceu em 10 de dezembro de 1920 em Tchetchelnik, Ucrânia. Quando tinha cerca de dois meses de idade, seus pais migraram para o Brasil, terra que considerava como sua verdadeira pátria. Em 1924, a família mudou-se para o Recife, onde iniciou seus estudos. Por volta dos oito anos, Clarice perdeu sua mãe. Três anos depois, a família muda-se para o Rio de Janeiro.

Ingressa em 1939 na Faculdade de Direito, e publica no ano seguinte seu primeiro conto, Triunfo, em uma revista. Forma-se em 1943 e casa-se no mesmo ano com o diplomata Maury Gurgel Valente, com quem teve dois filhos. Durante seus anos de casada, mora em diversos países pela Europa e nos Estados Unidos.

Em 1944, publica seu primeiro romance, Perto do coração selvagem, vindo a ganhar o Prêmio Graça Aranha, da Academia Brasileira de Letras, no ano seguinte. Separa-se de seu marido em 1959 e volta para o Rio de Janeiro com seus dois filhos. No ano seguinte, publica seu primeiro livro de contos, Laços de família. 

Em 1967, um cigarro provoca um grande incêndio em sua casa e Clarice fica gravemente ferida, correndo risco inclusive de ter sua mão direita amputada. Porém, após se recuperar, continua com sua carreira literária publicando diversos livros.

Publica em 1977 seu último livro, A hora da estrela, vindo a ser internada pouco tempo depois com câncer. A escritora vem a falecer no dia 9 de dezembro do mesmo ano, véspera de seu aniversário de 57 anos.

Suas principais obras são: "Perto do coração selvagem" (1944), "Laços de família" (1960), "A maçã no escuro" (1961), "A legião estrangeira" (1964), "A paixão segundo G.H." (1964), "Felicidade clandestina" (1971), "Água viva" (1973) e "A hora da estrela" (1977).
http://guiadoestudante.abril.com.br/estudar/literatura/hora-estrela-resumo-obra-clarice-lispector-698965.shtml

POLÍCIA E BANDIDO
LEANDRO SAPUCAHI
É isso aí D2...o momento é de caos
A população tá bolada.. muito bolada

Eu também tô bolado parceiro...

Numa cidade muito longe,
Muito longe daqui
Que tem problemas que parecem
Os problemas daqui
Que tem favelas que parecem
As favelas daqui

Existem homens maus
Sem alma e sem coração
Existem homens da lei
Com determinação
Mas o momento é de caos
Porque a população
Na brincadeira sinistra
De polícia e ladrão
Não sabe ao certo quem é
Quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai
Quem vem na contramão
É, não sabe ao certo quem é
Quem é herói ou vilão
Não sabe ao certo quem vai
Quem vem na contramão

Porque tem homem mau
Que vira homem bom
Porque tem homem mau
Que vira homem bom
Quando ele banca o remédio
Quando ele compra o feijão
Quando ele tira pra dá
Quando ele dá proteção

Porque tem homem da lei
Que vira homem mal
Porque tem homem da lei
Que vira homem mal
Quando ele vem pra atirar
Quando ele caga no pau
Quando ele vem pra salvar
E sai matando geral

É parceiro
E aí é que a chapa esquenta
É nessa hora que a gente vê quem é fiel
Mas tanto lá como cá
Ladrão que rouba ladrão
Não tem acerto, é pedir terror
Não tem perdão
Quem fala muito é X-9
E desses a gente tem de montão
Mais o X do problema
Tá na corrupção
Um dia, o bicho pegou
O coro comeu
Polícia e bandido bateram de frente,
E aí meu cumpadre
Aí tu sabe
Aí foi chapa quente, chapa quente...

Bateu de frente
Um bandido e um
Sub-tenente lá do batalhão
Foi tiro de lá e de cá
Balas perdidas no ar
Até que o silêncio gritou
Dois corpos no chão, que azar
Feridos na mesma ambulância
Uma dor de matar
Mesmo mantendo a distância
Não deu pra calar

Polícia e bandido trocaram farpas
Farpas que pareciam balas
E o bandido falou:
Você levou tanto dinheiro meu
Agora vem querendo me prender
E eu te avisei você não se escondeu
Deu no que deu
E a gente tá aqui
Pedindo a Deus pro corpo resistir
Será que ele tá afim de ouvir?
Você tem tanta basuca,
Pistola, fusíl e granada
Me diz pra que tu
Tem tanta munição?

É que além de vocês
Nóis ainda enfrenta
Um outro comando, outra facção
Que só tem alemão sanguinário
Um bando de otário
Marrento, querendo mandar
Por isso que eu tô bolado assim
Eu também tô bolado sim
É que o judiciário tá todo comprado
E o legislativo tá financiado
E o pobre operário
que joga seu voto no lixo
Não sei se por raiva
Ou só por capricho
Coloca a culpa de tudo
Nos homens do camburão
Eles colocam a culpa de tudo
Na população

{E o bandido...}
E se eu morrer vem outro em meu lugar
{Polícia...}
E se eu morrer vão me condecorar
E se eu morrer será que vão chorar?
E se eu morrer será que vão lembrar?
E se eu morrer... {já era}
E se eu morrer
E se eu morrer... {foi!}
E se eu morrer

Chega de ser subjulgado
Subtraído, um sub-bandido de um
Sub-lugar, subtenente de um
Sub-país, um sub-infeliz
subinfeliz..

LaiálaiálaiálaiálaiáLaiálaiá

subjulgado, Subtraído,
um sub-bandido de um sub-lugar,
subtenente de um sub-país,
um subinfeliz..

Mas essa história
Eu volto a repetir

Aconteceu numa cidade
Muito longe daqui
Numa cidade muito longe,
Muito longe daqui
Que tem favelas que parecem
As favelas daqui
E tem problemas que parecem
Os problemas daqui