sexta-feira, 29 de abril de 2016

Pedosfera











Pamukkale, Província de Denizli, Turquia


Lagoa Azul, Islândia
Clima: ver para crer.
Aninhada em meio a um campo irregular de lava, a 30 minutos da capital Reykjavík, essa piscina de um turquesa vívido poderia ser facilmente confundida com a paisagem quase sobrenatural do país, mas se trata, na verdade, de um complexo fabricado pelo homem. Ela é abastecida pela água mineral da hidrelétrica geotérmica Svartsengi, ali perto. Banhos de lama branca, rica em sílica, são oferecidos aos visitantes, para que possam fazer as suas próprias máscaras faciais.

Therme Vals, Suíça
Clima: requinte alpino.
Esse complexo minimalista de fontes termais está tão na moda, que seus frequentadores não se importam de viajar 200 km de Zurique para se banhar em suas piscinas de hidroterapia. Mergulhos noturnos são um luxo dos hóspedes do hotel adjacente ao Therme Val (www.therme-vals.ch/en), reformado pelo arquiteto suíço premiado Peter Zumthor.

Thermae Bath Spa, Bath, Inglaterra
Clima: banhos britânicos românticos.
As águas curativas da única fonte termal da Grã-Bretanha têm sido desfrutadas por todos, dos celtas aos saxões, desde a descoberta feita pelo lendário príncipe britânico Bladud, em cerca de 863 a.C. Tirando proveito da fonte que alimenta o histórico museu dos Banhos Romanos, o Thermae Bath Spa possui saunas a vapor com ervas e quatro piscinas termais, entre as quais uma ao ar livre, com vista romântica para a Bath Abbey.

Banhos Széchenyi, Budapeste, Hungria
Clima: tem lugar para todos!
Conhecida como a Cidade dos Banhos, Budapeste ainda preserva muitos dos banhos turcos dos séculos 16 e 17. Com 18 piscinas diferentes e mais dez saunas e salas a vapor, o complexo neobarroco Banhos Széchenyi, no Parque da Cidade, é uma das melhores atrações da capital húngara.

Karlovy Vary (Carlsbad), República Tcheca
Clima: calmante de dentro para fora.
Descobertas pelo imperador romano Carlos IV, que fundou essa cidadezinha termal na Boêmia no século 14, as águas minerais de Karlovy Vary possuem, segundo o que se diz, propriedades curativas internas e externas. Muitos hotéis, como o famosoCarlsbad Plaza, oferecem banhos termais, mas também é possível experimentar a água das fontes em muitos dos complexos históricos da cidade, sempre decorados com colunas.

Termedi Saturnia, Toscana, Itália
Clima: Botox combina com isso?
Em uma paisagem verdadeiramente idílica da Toscana, as Termedi Saturnia (www.termedisaturnia.it) são um dos melhores destinos de banhos termais da Itália. Reabastecida a cada quatro horas por uma fonte vulcânica, a piscina principal mantém-se a relaxantes 37,5°C. Também aberto a quem não é hóspede, o complexo oferece, ainda, tratamentos à base de lama e um cardápio de tratamentos de spa medicinal.

Kaiser-Friedrich-Therme, Weisbarden, Alemanha
Clima: paisagem campestre de cair o queixo.
Celebrando seu 100o aniversário em 2013, o complexo em estilo art nouveau Kaiser-Friedrich-Therme foi construído no local de uma antiga sauna romana. Além das piscinas termais com propriedades restauradoras, ele ainda tem saunas russas e a clássica sauna finlandesa.

Aqua Dome, Tirol, Áustria
Clima: relaxamento em estilo futurístico.
Descoberta no século 16, a fonte geotérmica de Längenfeld acabou secando nos anos 1960. Perfurada novamente em 1997, agora ela banha essa pequenina cidade do Tirol, um verdadeiro playground alpino com três incríveis piscinas. Para os românticos, há banho ao luar no Aqua Dome às sextas-feiras.

Laugarvatn Fontana, Islândia
Clima: agradável e isolada da civilização.
Localizadas a 77 km de Reykjavík, as piscinas do novo Laugarvatn Fontana (www.fontana.is) abrem-se para o pitoresco lago geotérmico Laugarvatn, cujas areias, acredita-se, possuem propriedades que ajudam a amenizar a artrite. Construídas diretamente sobre uma fonte borbulhante, as saunas sulfurosas são particularmente atraentes.

Lago Heviz, Heviz, Hungria
Clima: retorno à natureza selvagem.
Coberta por lilases aquáticos e cercada por parques impecáveis, a bela Heviz abriga o maior lago medicinal, natural e biologicamente ativo, do mundo. Seu complexo de banhos (www.spaheviz.hu/en) convida a visitas no inverno, principalmente, mas, com a temperatura de água beirando os 38°C no verão, os mergulhos também são uma boa atividade ao ar livre nos meses mais quentes.

Bains de Dorres, Pirineus, França
Clima: excelência em vistas panorâmicas.
Uma alternativa mais tranquila às casas de banhos e spas medicinais mais sérios da França, esse pequeno complexo termal permite que hóspedes mergulhem em águas a 37-40°C com lindas vistas para os vales lá embaixo. Próximo da fronteira com a Espanha, os Bains de Dorres (www.bains-de-dorres.com) datam dos tempos romanos.

Pantelleria, Itália
Clima: badalação do mundo da moda.
Essa pequena ilha vulcânica, no estreito da Sicília, não muito distante da Tunísia, abriga uma série de piscinas naturais. Uma das mais badaladas fica no porto em Gadir, onde os locais (entre os quais ninguém menos que Giorgio Armani, que possui uma casa aqui) se banham em águas restauradoras, que, dizem, ajudam a combater o reumatismo e a artrite.

Rogner Bad Blumau, Styria, Áustria
Clima: se a Terra Média tivesse banhos termais...seriam assim.
Uma verdadeira Babilônia artística e aquática, esse complexo de banhos termais descoladíssimo, no sudeste da Áustria, exibe a marca do excêntrico arquiteto austríaco Friedensreich Hundertwasser.“Alimentado” por duas fontes termais curativas, o Rogner Bad Blumau (blumau.com) dispõe de uma gruta de sal do Mar Morto, além de piscinas, saunas e salas de tratamento. O hotel ao lado, com jardins no telhado, parece uma vila de hobbits futurista.

Pamukkale, Província de Denizli, Turquia
Clima: o que há de incrível em fenômeno natural.
“Castelo de Algodão” em turco, esse deslumbrante complexo de piscinas naturais tem sido usado há séculos para tratar diferentes males físicos. Tirando proveito de minerais carbonados, as fontes termais em camadas ficam às margens das ruínas da antiga cidade bizantina e greco-romana de Hierápolis.

Palia Kameni, Grécia
Clima: banho de lama natural.
Ainda pouco comercial, o que pode ser diferente e bem-vindo, esse complexo de piscinas azul-turquesa próximo à ilha vulcânica de Santorini é conhecido por sua lama terapêutica, rica em enxofre. Palia Kameni (“Queimadura Antiga”, em grego) é acessível de barco, partindo de Santorini. É preciso nadar do barco até a principal fonte à beira-mar.

Banos Arabes, Granada, Espanha
Clima: antiga opulência árabe.
Conhecido como o primeiro hammam tradicional reaberto na Europa depois que governos cristãos na Espanha fecharam as casas de banho mouras de Andaluzia, no século 16, os opulentos Baños Arabes (granada.hammamalandalus.com/en) oferecem uma experiência de banhos termais verdadeiramente luxuosa.

Terme Rogaska, Rogaska, Eslovênia
Clima: pura elegância do leste europeu.
Conectadas ao Grand Hotel Rogaska, em estilo belle-époque, o Terme Rogaska (www.terme-rogaska.si) é o mais elegante e conhecido complexo termal da Eslovênia. Lá você encontra várias piscinas termais, cascatas terapêuticas e banhos com massagem aquecidos por uma fonte de água rica em cálcio, que, acredita-se, possui minerais que facilitam a digestão.

Andorra la Vella, Andorra
Clima: para a turma que acabou de praticar esqui.
Com mais de 6 mil m² de piscinas, o cavernoso complexo Caldea (www.caldea.com/es/es.html), na capital de Andorra, tem o privilégio de ser “banhado” por fontes de água ricas em enxofre e é o maior complexo termal do sul da Europa. Quem busca uma experiência mais intimista talvez prefira um dos hotéis com spa da cidade, como o Roc Blanc (www.rocblanc.com/en).

Chateau des Thermes, Chaudfontaine, Bélgica
Clima: para se autopresentear.
Aproveitando a mais quente das fontes termais naturais da Bélgica, esse discreto spa perto de Liège, no vale Vesdre, também abriga banhos turcos, uma banheira romana e uma sala de sal – esta última usada para tratar uma série de problemas de pele. Parte de um hotel, o Chateau des Thermes (www.chateaudesthermes.be/en), esse spa único também possui um ótimo restaurante francês.

Piestany, Eslováquia
Clima: hotéis grandiosos com fontes termais.  
A lama é a atração principal em Piestany (www.spapiestany.sk), a principal cidadezinha de fontes termais da Eslováquia. Nela há vários resorts, sobretudo no lado oeste do vilarejo, a 86 km de Bratislava. Eles se concentram em meio à paisagem exuberante de um parque conhecido como “ilha das fontes”.

http://www.lonelyplanetbrasil.com.br/global/dicas-e-artigos/36?order=hot




















segunda-feira, 25 de abril de 2016

POR UM MUNDO SEM GUERRAS




NOTÍCIAS DE MORTES VIOLENTAS CHEGAM A TODO O MOMENTO,  MUITOS NEM QUEREM MAIS ASSISTIR AOS  TELEJORNAIS, DESILUDIDOS COM A SITUAÇÃO POLÍTICA E COM A SORDIDEZ HUMANA. ENTÃO, VAMOS, COMO COLOCA MADRE TEREZA, CADA UM DE NÓS FAZER A DIFERENÇA. VAMOS FAZER UM PACTO DE NÃO REPETIR AS ATITUDES QUE CRITICAMOS NO OUTRO, SERIA UM PASSO PARA UM MUNDO MELHOR.
 ABAIXO, ALGUNS TEXTOS E POEMAS QUE NOS LEVAM EM OUTRA DIREÇÃO. PARA UM MUNDO MELHOR, QUE TODOS SEJAMOS UM, QUE A DOR DO OUTRO SEJA A NOSSA, QUE A PAZ SEJA EM MIM E EM TODOS.  MUITA LUZ !

POR UM MUNDO SEM GUERRAS


France Presse
23/04/2016 11h08 - Atualizado em 23/04/2016 11h08

Novos bombardeios deixam 27 mortos na Síria

Bombas foram lançadas pelo regime sírio contra redutos rebeldes.
Três cidades foram atingidas, aponta ONG.

Da France Presse
Bombeiros combatem fogo provocado por um bombardeio em Damasco, na Síria. (Foto: France Presse)Bombeiros combatem fogo provocado por um bombardeio em Damasco, na Síria. (Foto: France Presse)
Ao menos 27 civis morreram neste sábado (23) em novos bombardeios do regime sírio contra redutos rebeldes nas cidades de Alepo e Damasco, anunciaram os serviços de emergência e o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).
Para o diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, a trégua que entrou em vigor em 27 de fevereiro, estimulada por Rússia e Estados Unidos, "não existe mais", devido às várias violações do cessar-fogo cometidas pelos dois lados.
Doze pessoas faleceram em bombardeios aéreos contra bairros rebeldes do leste da cidade de Alepo, norte do país, afirmou uma fonte local da Proteção Civil.
Ao noroeste de Damasco, 13 civis morreram em ataques aéreos das forças governamentais contra Duda, reduto do grupo rebelde Jaish al-Islam, segundo o OSDH.
E na província central de Homs, dois civis morreram em bombardeios contra a localidade rebelde de Talbiseh, de acordo com a ONG.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/04/novos-bombardeios-deixam-27-mortos-na-siria.html



Meu coração em Faluja

Emir Sader


Meu coração está em Faluja. Está com os homens, mulheres, crianças, idosos, que resistem, bombardeados, cercados pelas tropas invasoras do seu país.

Meu coração está com os que defendem em Faluja suas mesquitas, suas casas, suas praças, suas plantações, suas escolas, sua cidade.

Meu coração com os que choram, gritam, se desesperam, em Faluja.

Meu coração está em Faluja, onde iraquianos defendem desesperadamente seu direito a viver na sua cidade, no seu país, em paz, decidindo pelo futuro que desejem.

Meu coração está em Faluja, contra os adultos brancos que elegeram a Bush, para tentar exterminar a identidade dos iraquianos, aniquilar sua memória e sua capacidade de auto-estima.

Meu coração está em Faluja, como já esteve no Vietnã, como já esteve na Argélia, como já esteve em Bagdá, meu coração com os bombardeados, com os humilhados, com os ofendidos, com os discriminados, em Faluja.

Meu coração, nessas noites em que as luzes denunciam bombas, em que os aviões são os portadores do terror, em que a covardia dos pilotos massacra inocentes, destrói corações e vidas, meu coração com os que têm medo à noite em Faluja.

Meu coração de manhã em Faluja, com os que se prepararam para resistir, para morrer, para sobreviver, para lutar, para poder dormir uma noite mais em suas casas, em seus quartos, em suas camas, com seus filhos, com seus netos, com seus pais, com sua mulher, com sua vida.

Meu coração com ódio dos agressores, dos assassinos, dos invasores, dos adultos brancos estadunidenses que pediram com seus votos que as águias imperiais executem todos os que julgam que ameaçam sua tranqüilidade, suas propriedades, suas bandeiras, seus ódios, suas frustrações.

Meu coração com os palestinos, em Ramallah, com os afegãos, com os invadidos, com os ameaçados, com os perseguidos, com os expropriados, com os despossuídos, com os desprotegidos, com os abandonados.

Meu coração em Faluja, nesta e em todas as noites e dias em que houver corações que batem pela esperança, pela solidariedade, pela vida.

Emir Sader, professor da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), é coordenador do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj e autor, entre outros, de “A vingança da História”



O MITO DA CAVERNA

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Imaginemos uma caverna separada do mundo externo por um altomuroEntre o muro e o chão da caverna há uma fresta por ondepassa um fino feixe de luz exterior, deixando a caverna naobscuridade quase completaDesde o nascimento, geração apósgeraçãoseres humanos encontram-se ali, de costas para a entrada, acorrentados sem poder mover a cabeça nem locomover-se,forçados a olhar apenas a parede do fundo, vivendo sem nunca tervisto o mundo exterior nem a luz do Solsem jamais ter efetivamentevisto uns aos outros nem a si mesmosmas apenas sombras dosoutros e de si mesmos porque estão no escuro e imobilizados.Abaixo do muro, do lado de dentro da caverna, há um fogo queilumina vagamente o interior sombrio e faz com que as coisas quese passam do lado de fora sejam pro­jetadas como sombras nasparedes do fundo da caver­na. Do lado de forapessoas passam conversando e car­regando nos ombros figuras ou imagens dehomensmulheres e animais cujas sombras também são projeta­das na parede da cavernacomo num teatro de fanto­ches. Osprisioneiros julgam que as sombras de coisas e pessoas, os sons desuas falas e as imagens que trans­portam nos ombros são as próprias coisas externas, e que os artefatos projetados são seresvivos que se movem e falam.Os prisioneiros se comunicam, dandonome às coisas que julgam ver (sem vê-Ias realmentepois estão na obs­curidade) e imaginam que o que escutam, e que não sabem quesão sons vindos de forasão as vozes das pró­prias sombras e nãodos homens cujas imagens estão projetadas na paredetambémimaginam que os sons produzidos pelos artefatos que esseshomens carregam nos ombros são vozes de seres reais.Qual é,pois. a situação dessas pessoas aprisionadas? Tomam sombras porrealidadetanto as sombras das coi­sas e dos homens exteriorescomo as sombras dos artefa­tos fabricados por eles. Essa confusão,porémnão tem co­mo causa a natureza dos prisioneiros e sim ascondições adversas em que se encontram. Que aconteceria se fossem libertados dessa condição de miséria?Um dos prisioneiros, inconformado com a condição em que se encontra, decide abandoná-Ia. Fabrica um instru­mento com o qual quebra os grilhões. De início, move a ca­beçadepois o corpo todo; a seguiravança nadireção do muro e o escala. Enfrentando os obstáculos de um cami­nho íngreme e difícil, sai da caverna. No primeiro instante, ficatotalmente cego pela luminosidade do Solcom a qual seus olhosnão estão acostumados. Enche-se de dor por causa dosmovimentos que seu corpo realiza pela primei­ra vez e peloofuscamento de seus olhos sob a luz externamuito mais forte doque o fraco brilho do fogo que havia no interior da caverna. Sente-se dividido entre a incredulidade e o deslumbramento. Incredulidadeporque será obri­gado a decidir onde  encontra a realidade: noque  ago­ra ou nas sombras em que sempre viveu. Deslumbramento (literalmente: ferido pela luzporque seus olhosnão con­seguem ver com nitidez as coisas iluminadas. Seu primei­roimpulso é o de retornar à caverna para livrar-se da dor e do espanto, atraído pela escuridãoque lhe parece mais acolhedora. Além disso,precisa aprender a ver e esse aprendizado é doloroso, fazendo-odesejar a caverna on­de tudo lhe é familiar e conhecido.Sentindo-sesem disposição para regressar à caverna por causa da rudeza docaminho, o prisioneiro permanece no exterior. Aos poucos, habitua-se à luz e começa a ver o mundo. Encanta-se, tem a felicidade definalmente ver as próprias coisas, descobrindo que estiveraprisioneiro a vi­da toda e que em sua prisão vira apenas sombras. Dora­vante, desejará ficar longe da caverna para sempre e luta­rácom todas as suas forças para jamais regressar a ela. No entanto,não pode evitar lastimar a sorte dos outros prisioneiros e, por fim,toma a difícil decisão de regressar ao subterrâneo sombrio paracontar aos demais o que viu e con­vencê-los a se libertaremtambém.Que lhe acontece nesse retorno? Os demais prisioneiroszombam dele, não acreditando em suas palavras e, se nãoconseguem silenciá-lo com suas caçoadas, tentam faze-lo espancando-o. Se mesmo assim ele teima em afirmar o que viu e os convida a sair da cavernacertamente aca­bam por matá-lo. Mas,quem sabe alguns podem ouvi-lo e, contra a vontade dos demais,também decidir sair da caverna rumo à realidade. O que é acaverna? O mundo de aparências em que vi­vemos. Que são assombras projetadas no fundo? As coi­sas que percebemos. Que sãoos grilhões e as correntesNossos preconceitos e opiniõesnossacrença de que o que estamos percebendo é a realidadeQuem é oprisioneiro que se liberta e sai da caverna? O filósofo. O que é a luzdo Sol? A luz da verdade. O quê é o mundo iluminado pelo sol daverdade? A realidadeQual o instrumento que liberta o prisioneirorebelde e com o qual ele deseja libertar os ou­tros prisioneiros? AFilosofia.
(Marilena Chaui – Convite a Filosofia

O mito da caverna é uma das famosas parábolas escritas por Platão. A idéia consiste em pessoas que vivem numa caverna e acreditam que o mundo real é aquilo que aparece na parede: sombras formadas pela luz que entra pela única fresta existente. As pessoas lutam contra qualquer um que diga o contrário

https://culturareligare.wordpress.com/2007/07/27/o-mito-da-caverna-2/





A rosa de Hiroxima 


Pensem nas crianças 
Mudas telepáticas 
Pensem nas meninas 
Cegas inexatas 
Pensem nas mulheres 
Rotas alteradas 
Pensem nas feridas 
Como rosas cálidas 
Mas oh não se esqueçam 
Da rosa da rosa 
Da rosa de Hiroxima 
A rosa hereditária 
A rosa radioativa 
Estúpida e inválida 
A rosa com cirrose 
A anti-rosa atômica 
Sem cor sem perfume 
Sem rosa sem nada. 


Vinícius de Moraes



A Terra Desolada
(T. S. Eliot)

Abril é o mais cruel dos meses, germina
Lilases da terra morta, mistura
Memória e desejo, aviva
Agônicas raízes com a chuva da primavera.
O inverno nos agasalhava, envolvendo
A terra em neve deslembrada, nutrindo
Com secos tubérculos o que ainda restava de vida.
O verão; nos surpreendeu, caindo do Starnbergersee
Com um aguaceiro. Paramos junto aos pórticos
E ao sol caminhamos pelas aleias de Hofgarten,
Tomamos café, e por uma hora conversamos.
Big gar keine Russin, stamm’ aus Litauen, echt deutsch.
Quando éramos crianças, na casa do arquiduque,
Meu primo, ele convidou-me a passear de trenó.
E eu tive medo. Disse-me ele, Maria,
Maria, agarra-te firme. E encosta abaixo deslizamos.
Nas montanhas, lá, onde livre te sentes.
Leio muito à noite, e viajo para o sul durante o inverno.
Que raízes são essas que se arraigam, que ramos se esgalham
Nessa imundície pedregosa? Filho do homem,
Não podes dizer, ou sequer estimas, porque apenas conheces
Um feixe de imagens fraturadas, batidas pelo sol,
E as árvores mortas já não mais te abrigam,
nem te consola o canto dos grilos,
E nenhum rumor de água a latejar na pedra seca. Apenas
Uma sombra medra sob esta rocha escarlate.
(Chega-te à sombra desta rocha escarlate),
E vou mostrar-te algo distinto
De tua sombra a caminhar atrás de ti quando amanhece
Ou de tua sombra vespertina ao teu encontro se elevando;
Vou revelar-te o que é o medo num punhado de pó.
(Trecho de “Terra Desolada”, de T. S. Eliot. Tradução de Ivan Junqueira)




Another Part Of Me (tradução)

Michael Jackson

Outra parte de mim


Estamos assumindo
Temos a verdade
Esta é a missão
Ver além
Não aponte o dedo
Nada de perigo
Este é o nosso planeta
Você é um de nós

Estamos enviando para fora
Um grande amor
E esta é a nossa
Mensagem para você
(mensagem para você)
Os planetas estão alinhados
Estamos trazendo um dia brilhante
Eles estão todos em sintonia
Esperando por você
Você não pode ver... ?
Você é apenas uma outra parte de mim

Saiu de uma nação
Eu sinto a verdade
A mensagem final
Nós vamos trazer para você
Não existe nenhum perigo
em sentir a verdade
Portanto, venha de novo
Precisamos de você

Estamos enviando para fora
Um grande amor
E esta é a nossa
mensagem para você
(mensagem para você)
Os planetas estão alinhados
Estamos trazendo um dia brilhante
Eles estão todos em sintonia
Esperando por você
Mostrando a verdade

Você é apenas uma outra parte de mim