sexta-feira, 27 de maio de 2016

Museu resgata história dos desbravadores do sertão sergipano -

Making Of "Índios e Missionários No Sertão Sergipano"

Documentário Índios no imaginário sergipano

Índios em Sergipe








 
Serigy foi um líder indígena brasileiro que viveu no século XVI na região do atual estado brasileiro de Sergipe. Lutou contra a colonização portuguesa da região .

Etimologia

"Serigy" é um termo tupi que significa "água de siri", através da junção dos termos siri ("siri") e 'y ("água") .

Biografia

Seu povo vivia entre os atuais rios Vaza-barris e Sergipe. O referido território, parte do atual estado de Sergipe, ficou sob domínio de Serigy até a conquista portuguesa em 1590. Segundo a lenda, Serigy comandou seu povo por cerca de trinta anos, tendo, em diversas oportunidades, rechaçado tropas militares portuguesas na busca de fundar cidades e fixar caminhos seguros até a foz do Rio São Francisco. Serigy, além de guerreiro, era líder incontestável nesse espaço territorial sergipano. Mantinha relações de trocas de mercadorias com os piratas franceses, que forneciam armas de fogo a Serigy com o intuito de impedir a ocupação portuguesa da região. E foi assim que o cacique Serigy estruturou uma forte milícia indígena dentre os jovens guerreiros de sua tribo, reforçando com outros guerreiros advindos do seu irmão Siriry e Pacatuba (termo tupi que significa "ajuntamento de pacas", através dos termos paka ("paca") e tyba ("ajuntamento"))[2] , sendo este último cacique a partir do hoje Rio Japaratuba. Supostamente esta formação indígena continha uma população aproximada de cerca de 20 000 índios, tendo uma linha deles 1 800 índios mobilizados e treinados para defesa territorial contra os invasores portugueses. Havia, ainda, um segundo agrupamento de guerreiros em constante treinamento visando a substituir os mortos na linha de frente da batalha, contendo esse contingente cerca de mil índios. Esses guerreiros eram escolhidos diretamente por Serigy e por seus comandados dentre aqueles mais fortes e ágeis no manejo das fechas, zarabatanas e armas de fogo.
Para derrotar Serigy, foi necessário Portugal formar uma esquadra de guerra, comandada por Cristóvão de Barros, a mando do rei Filipe II, que à época, comandava Portugal e Espanha. As tropas portuguesas praticamente dizimaram quase toda a tribo, executando e prendendo milhares de índios, porém os custos e as baixas portuguesas foram acentuadas. Segundo a lenda, o próprio Cristóvão de Barros desejava evitar os confrontos sangrentos, negociando com Serigy a permissão dele para a fundação de uma cidade portuguesa às margens do Rio Sergipe, com a consequente colonização. Serigy teria rejeitado o acordo porque, para ele, colonização significava escravização de seu povo. Assim, em janeiro de 1590, após quase um mês de batalha desigual, porém sangrenta, cessou a existência de uma tribo que realmente soubesse se impor contra o colonizador português.

História de Sergipe

 Etiologia:Siri-i-pe: Em tupi, siri é “caranguejo”, i é “água”, pé significa “caminho ”ou “curso” = curso do rio dos siris, ou simplesmente rio dos siris. Na linguagem do colonizador, Siri-i-pe transformou-se em Sergipe.

     Siri-i-pe, palavra de origem tupi, significa “curso do rio dos siris”, ou simplesmente “rio dos siris”. Mais tarde foi adotado Cirizipe ou Cerigipe, que significa "ferrão de siri", nome de um dos cinco caciques que se opuseram ao domínio português. Na linguagem do colonizador, Siri-i-pe transformou se em Sergipe. Com a divisão do Brasil em 15 (quinze) Capitanias Hereditárias, o atual território sergipano fazia parte da capitania que se estendia da foz do rio São Francisco à Ponta do Padrão na Bahia (Baía de Todos os Santos), concedida a Francisco Pereira Coutinho, em 1534, por Carta de Doação. A presença de Coutinho não alcançou as terras sergipanas, favorecendo a ação dos piratas franceses que contrabandeavam o pau-brasil, contando com a colaboração dos Tupinambás, tribo indígena que habitava o litoral sergipano.
     As terras sergipanas, na época do descobrimento, eram habitadas por várias tribos indígenas. Além dos Tupinambás e caetés - tribos predominantes que ocupavam cerca de 30 aldeias ao longo do litoral e ambas pertencentes ao grupo tupi-, havia, Xocós (única tribo sobrevivente, que vive na Ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha), Aramurus e Kiriris, nas margens dos rios São Francisco e Jacaré; Aramaris, Abacatiaras e Ramaris, no interior, além dos Boimés, Karapatós e os Natus.
     Devido ao fracasso do sistema de capitanias, das quais só duas prosperavam, a Coroa portuguesa comprou, em 1549, a capitania da Baía de Todos os Santos, incluindo Sergipe - dos herdeiros do donatário, para sediar o governo-geral e nomeou Tomé de Souza como primeiro governador-geral da Colônia.
     A primeira tentativa de colonização de Sergipe ocorreu a partir de 1575, quando os jesuítas Gaspar Lourenço e João Salônio percorreram algumas aldeias e por onde passaram, fundaram as missões de São Tomé e ergueram igrejas dedicadas a São Tomé - nas imediações do rio Piauí (supõe-se no atual município de Santa Luzia do Itanhy) -, a Santo Inácio - às margens do rio Vaza-Barris (Itaporanga D'Ajuda) -, e a São Paulo - provavelmente em território que hoje pertence ao município de Aracaju -, localizadas em terras dominadas pelos caciques tupinambá Surubi, Serigi e Aperipê.
     A chegada do então governador Luis de Brito a região, insatisfeito com esta primeira tentativa de colonização, provocou a fuga dos índios. Por ele interpretado como rompimento das relações amistosas, serviu de pretexto para atacá-los, resultando em morte de muitos índios que não conseguiram fugir, inclusive de Surubi, e aprisionamento de Serigy. A ação de Brito não contribuiu para a conquista de Sergipe, que só aconteceu através uma guerra sangrenta contra os indígenas que foram definitivamente dominados por Cristóvão de Barros, em 1590, com a derrota do temido cacique Boipeba.Por ordem do rei Felipe II da Espanha e I de Portugal, Cristóvão de Barros fundou um arraial denominado de cidade de São Cristóvão, sede do governo, e deu à capitania o nome de Sergipe Del Rey, da qual foi nomeado o primeiro capitão-mor. Montada a máquina administrativa, começou o trabalho de colonização e povoamento de Sergipe, através de doações de sesmarias. As imediações dos rios Reais e Piauí foram as primeiras a serem povoados. No início do século XVII, a colonização continuou nas regiões do Norte, pelas margens do rio São Francisco. Entre 1637 e 1645 Sergipe esteve sob domínio dos holandeses, período no qual sua economia foi bastante prejudicada. Durante a invasão, São Cristóvão foi praticamente destruída, sendo reconstruída depois da expulsão dos holandeses. Após restituir o domínio português, a vida em Sergipe volta a se normalizar lentamente, desenvolvendo-se a cultura de mantimentos e a pecuária. Surge, na época, a lenda das minas de prata na Serra de Itabaiana.

No século XVIII, o cultivo da cana-de-açúcar começa a se desenvolver em Sergipe, atividade econômica que logo enriqueceu e destacou o Vale de Cotinguiba, superando o comércio de gado, inicialmente base da economia da capitania. Chegaram também os primeiros escravos da África para trabalharem na lavoura. Em 1696, Sergipe consegue sua autonomia jurídica com a criação da Comarca de Sergipe, sendo Diogo Pacheco de Carvalho nomeado como primeiro ouvidor. Em 1698 foram instaladas as primeiras vilas: Itabaiana, Lagarto, Santa Luzia e Santo Amaro das Brotas.
No começo do século XIX, Sergipe tinha economia própria e o seu principal produto era o açúcar. Criava-se gado e produzia-se também algodão, couro, fumo, arroz, mandioca, produtos exportados para as capitanias vizinhas.Em 1763, a Bahia, Sergipe, Ilhéus e Porto Seguro foram reunidos em uma só província, e Sergipe tornou-se responsável por um terço da produção açucareira baiana. Constantes intervenções na vida sergipana contribuíram para que aumentassem os protestos nas câmaras municipais contra a dependência da Bahia. Então, no dia 08 de Julho de 1820, um Decreto de Dom João VI elevava Sergipe à categoria de Capitania independente da Bahia e Província do Império do Brasil, com o brigadeiro Carlos César Burlamaque nomeado seu primeiro governador. A independência, porém, durou pouco. Em 1821, logo depois de chegar em Sergipe, Burlamaque foi preso por ordem da Junta Governamental da Bahia e conduzido para Salvador por não querer aderir ao movimento constitucionalista.
Finalmente, em 5 de dezembro de 1822, Dom Pedro I confirmou o decreto de 1820 que dava independência a Sergipe Del Rey, sendo nomeado Presidente, no ano seguinte, o brigadeiro Manuel Fernandes da Silveira. Em 1836, a Revolta de Santo Amaro voltou a tumultuar a vida em Sergipe, estendendo-se por outras vilas. Durante o conflito formaram-se os partidos Liberais e Conservador, os quais dominaram a política sergipana durante o Império. Com a decadência da cana-de-açúcar, a economia de Sergipe passa a depender da produção de algodão.
Em 17 de Março de 1855, a província ganha uma nova capital. O então presidente Inácio Joaquim Barbosa transfere o comando político-administrativo para o povoado de Santo Antônio de Aracaju, à margem direita do rio Sergipe. A mudança, movida por razões econômicas, gerou protestos em São Cristóvão. Em 1860, a Província recebe a visita de Dom Pedro II que percorre vários municípios sergipanos. Considerando a monarquia um fator de atraso para o Brasil, começa a se formar em Laranjeiras o Partido Republicano, que, em 1889, consegue eleger os primeiros representantes para o Congresso Federal; entre eles o escritor e filólogo João Ribeiro. Em 1892 é promulgada a primeira Constituição do Estado de Sergipe e, em 1920, durante as comemorações dos 100 anos de independência, foi oficializada a bandeira. No início da República, Sergipe sedia movimentos rebeldes os quais disputam a hegemonia política local. Essas revoltas são motivadas pela interferência dos governos centrais que nomeiam para sucessivas chefias do Estado intelectuais sergipanos de projeção nacional, mas que não possuem raízes partidárias na região.
Durante uma década, o Nordeste brasileiro viveu o clima do cangaço com o surgimento do bando chefiado por Virgolino Ferreira, o Lampião. O grupo percorreu Sergipe e mais seis estados nordestinos até 1938, ano em que Lampião foi surpreendido pela volante e morto junto com Maria Bonita e mais nove companheiros em seu esconderijo em Angico, no município de Poço Redondo, no vale do São Francisco.
Em Agosto de 1942, Sergipe virou notícia nacional com a divulgação que, próximo à foz do rio Real (hoje Praia dos Náufragos), o submarino alemão denominado U 507, afundou os navios mercantes brasileiros Baependy, Araraquara e Aníbal Benévolo. Seguindo sua patrulha em direção Sul, o submarino fez mais três vítimas, o Itagiba, o Arará e o veleiro Jacyra, provocando protestos em Sergipe e em todo o país. Poucos dias depois dos naufrágios, o Brasil declarou guerra aos países do Eixo e sua participação na II Guerra Mundial.

 

 RESUMO DA FORMAÇÃO HISTÓRICA:

- A colonização só é possível depois da tomada, em 1590, das aldeias indígenas hostis à ocupação.
- A fundação do Arraial de São Cristóvão, sede da capitania de Sergipe del-Rey, torna a região importante pólo de criação de gado e plantação de cana-de-açúcar.
- As invasões holandesas prejudicam a economia, recuperada com a volta dos portugueses, que retomam as antigas atividades.
- Em 1763, é anexado à Bahia e torna-se responsável por um terço da produção açucareira baiana.
- Volta a ser autônoma em 1820, por decreto de Dom João VI.
- Com o fim do ciclo do açúcar, ocorre um aumento considerável na produção de algodão em conseqüência da Guerra da Secessão, nos EUA.
- No início da República, sedia diversos movimentos rebeldes que disputam a hegemonia política local.

 

 Quando Começou a colonização de Sergipe?

 

A colonização do território onde hoje está Sergipe começou em 1590. Esse território fazia parte da capitania doada a Francisco Pereira Coutinho em 1534, que se estendia do Rio São Francisco até a Ponta do Padrão na Bahia.

 

 Por que a capitania foi chamava a princípio Sergipe d’El Rey?

 

O território entre o Rio Real e o Rio São Francisco foi comprado pelo Rei D. João III, após o falecimento do donatário da capitania da Bahia em 1547, de seus herdeiros com a finalidade de barrar a incursões francesas.

 

 Quem habitava Sergipe antes do processo de colonização Português?

 

Sergipe era habitado por tribos Tupinambá, Kiriri, Boimé, Karapotó, Aramuru entre outras, sendo que predominava aqui tribos tupinambás.

 

Antes da colonização os índios tiveram contato com os brancos(europeus)?

 

Sim. As expedições piratas franceses estabeleceram contato com as tribos do litoral sergipano, efetuando escambo, ou seja, troca de objetos (miçangas, espelhos, instrumentos de metal, etc. ) por Pau-Brasil. Essa relação entre franceses e índios ocorria de forma amistosa ao contrário da relação hostil empreendida pelos colonizadores portugueses. Em 1575, após solicitação de alguns  chefes indígenas, padres jesuítas fundaram missões no território onde hoje está Sergipe. Foram criadas as missões de São Tomé (na atual Santa Luzia do Itanhy), Santo Inácio (as margens do rio Vasa-Barris em Itapuranga) e São Paulo (no litoral). Os jesuítas responsáveis pela catequização dos indígenas foram; Gaspar Lorenço e João Salônio.

 


Fontes:

- http://www.guiadeitabaiana.com.br
- http://www.marcelodomingos.com.br


http://www.conhecasergipe.com.br/historia_de_sergipe.asp


Indios da tribo xocó em Ilha de São Pedro em Porto da Folha-Se
Os Xocós são um povo indígena que se utilizam da língua portuguesa originalmente, sendo atualmente a única tribo indígena existente em Sergipe.
Na verdade a comunidade foi identificada pelos jesuítas no século XVI, mas acabou sendo expulsa de lá. A comunidade voltou e fundou sua aldeia retomando a ilha de São Pedro em 1979, mas apenas meado dos anos 90, a FUNAI homologou a Caiçara, anexando a Ilha de São Pedro, constituindo assim a terra indígena da etnia Xocó.
O tipo físico dos índios Xocós é semelhante a raça negra, um dos motivos que nos leva a acreditar que eles estão mais para uma comunidade quilombola que para uma comunidade indígena.
São remanescentes de vários outros grupos indígenas, que devido a fatores como a escravidão e a crescente miscigenação ocorridas nos séculos passados, foram aos poucos perdendo as características culturais e fenotípicas de seus grupos de origem.
Na época do descobrimento do Brasil as terras de Sergipe eram habitadas por várias tribos indígenas. Além dos Tupinambás e Caetés nas terras sergipanas existiam cerca de 30 aldeias, pertencentes ao grupo Tupi.
Atualmente a única tribo existente é a Xocó, que vive na ilha de São Pedro, no município de Porto da Folha.
O desaparecimento das demais tribos sergipanas se deu no século XIX, devido à política indianista do Império do Brasil que publicou a Lei das Terras em 1850, declarando as Terras como de Domínio Público. Nesta fase foram extintos muitos aldeamentos nas províncias de Alagoas, Sergipe, Pernambuco e outras regiões, por critérios raciais e discriminatórios, só para se apossarem das terras indígenas.
Na verdade a comunidade Xocó foi identificada na ilha de São Pedro pelos jesuítas na no sec XVI, mas acabou sendo expulsa de lá. A comunidade voltou e fundou sua aldeia retomando a ilha de São Pedro em 1979, mas apenas meado dos anos 90, a FUNAI homologou a Caiçara, anexando a Ilha de São Pedro, constituindo assim a terra indígena da etnia Xocó.
Esta comunidade (assim como as outras comunidades indígenas) foi submetida desde a colonização a severas agressões culturais e tomada de suas posses (esbulhos). Sofrendo destas atrocidades desde a época do império, a tribo Xocó terminou experimentando um grave colapso cultural, tendo sua religiosidade ancestral submetida a um grave esvaziamento, encontrando aí o catolicismo terreno fértil para a imposição da nova doutrina (as famosas Missões Católicas).
Ritual do Ouricurí, como o vivenciado por outras etnias, quase desapareceu, apesar de atualmente estar passando por um processo de revitalização.

A prática da Torédança ritual associada à prática do Ouricurí que além da sua ritualidade representa o aspecto social e lúdico caracterizado por seus trajes típicos e pinturas corporais especificas de cada etnia, conseguiu ser preservada, muito embora a comunidade tenha incorporado outros folguedos afros (principalmente o samba de coco), devido à conivência com escravos (convivência esta que causou sua miscigenação natural).
Os Xocós escolhem por eleição anual o pajé que conduz os rituais sagrados e detém conhecimentos de cura. O Conselho Tribal, composto por algumas das famílias da comunidade ajudam o pajé na tomada de decisões importantes para a comunidade.
Em sua estrutura social, os Xocós substituíram o tipo de liderança em que estavam estruturados, escolhendo por eleição anual o cacique e o pajé. Sua estrutura social própria é representada pelo Cacique, que tem a responsabilidade da condução dos assuntos materiais, administrativos e sociais da comunidade e o Pajé, que conduz os rituais sagrados e detém conhecimentos de cura. Além destas personalidades o Conselho Tribal, composto por algumas das famílias da comunidade ajudam o cacique e o pajé na tomada de decisões importantes para a comunidade.
Culturalmente, a característica mais marcante do desse povo é o artesanato. A cerâmica sempre foi o forte da aldeia e uma das poucas atividades que o grupo conseguiu recuperar depois da volta à região de origem.
Antes esta atividade era predominantemente feminina, repassada de mãe para filha; o conhecimento da arte era usado para confecção de potes, panelas e frigideiras de uso próprio. Coletar a matéria prima utilizada era tarefa masculina, por ser um trabalho mais pesado. Os homens eram encarregados de ir até o barreiro, coletar, peneirar e transformar o barro em pó para o preparo da cerâmica; esse conhecimento de extraçao era repassado paras os filhos (meninos).
Atualmente, esta arte não é mais só feminina, e não é mais apenas para uso próprio, ou seja, ficou importante economicamente. O foco do artesanato Xocó está nas biojoias. Dentre os artesãos do lugar destaca-se o jovem Uirã ou Braúna, como é conhecido na aldeia. Ele se utiliza de diversos materiais retirados da natureza para a produção das peças que são ricamente preparadas. Dentre os materiais utilizados estão o bambu, penas de diversos pássaros e algumas espécies de madeira encontradas na região, como a pereira e o pinheiro vermelho. Ele também se utiliza de ossos e dentes de animais que morrem na mata. Alguns dos materiais obtidos são de outras regiões como o capim dourado e a semente do açaí.
A pesca artesanal é uma das suas mais impotentes fontes de renda. Exploram a agropecuária bovina e pequenos animais como caprinos e ovinos além da cultura de subsistência, onde se destaca o cultivo do milho, feijão, algodão, macaxeira, coco. A pesca artesanal, utilizando artifícios como tarrafas e redes de espera, é praticada nas lagoas marginais e no Rio São Francisco. Nas lagoas marginais são desenvolvidas atividades como a piscicultura extensiva.
No século XVI os jesuítas identificaram e existência de índios na Ilha de São Pedro. A tomada da terra e a imposição da cultura católica faz com que os Xocós se dispersassem. Um processo de reconquista de suas terras, ocorre em meados 1979, retomando a Ilha de São Pedro e ali instalando a sua aldeia, e sempre lutando por suas terras e pela Caiçara (gleba que se situa às margens do São Francisco no estado de Sergipe).
Finalmente nos meado dos anos 90, a FUNAI homologou a Caiçara, anexando a Ilha de São Pedro, constituindo assim a terra indígena da etnia Xocó. O decreto Nº 401/91 de 23.12.91, autorizou a demarcação da Caiçara em 3.600 ha. que somadas as terras já indenizadas, junto as da Ilha de São Pedro totalizam 4.316 ha. Não havendo na atualidade pendências fundiária.
Infelizmente, pelo fato de concentrarem suas produções agrícolas em 10% das terras, já que o local é uma caatinga, existem invasores que realizam caça e pesca predatória, colocando espécimes em risco de extinção.
https://pt.wikiversity.org/wiki/Wikinativa/Xoc%C3%B3

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Literatura brasileira na escola

QUINHENTISMO

Início: A Carta de Caminha
Contexto histórico: Os portugueses e dos primeiros jesuítas ao Brasil.
Característica: Literatura documental, histórica, de caráter informativo.

BARROCO

Início: Prosopopeia – poema épico de Bento Teixeira
Contexto histórico
: As invasões holandesas no Brasil e época dos bandeirantes
Frequência das antíteses e paradoxos, fugacidade do tempo e incerteza da vida.
Características:
 rebuscamento, virtuosismo, ornamentação exagerada, jogo sutil de palavras e ideias, ousadia de metáforas e associações. Cultismo ou Gongorismo: abuso de metáforas, hipérboles e antíteses. Obsessão pela linguagem culta, jogo de palavras. Conceptismo (Quevedo): jogo de ideias, pesquisa e essência íntima.
Destacaram-se:
– Gregório de Matos – apelidado de “A Boca do Inferno”. Oscilou entre o sagrado e o profano. Poeta lírico, satírico, reflexivo, filosófico, sacro, encomiástico, obsceno. Não foi poeta épico.
– Bento Teixeira
– Pe. Antonio Vieira – Expoente máximo da Literatura Brasileira e da Literatura Portuguesa, pois durante sua estada em Portugal aderiu a temas nacionais portugueses e durante a sua permanência no Brasil, aderiu a temas nacionais brasileiros. Era prosador e não poeta.

ARCADISMO

Início: Publicação de Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, obra inicial do Arcadismo brasileiro. 
Contexto histórico:
 Inconfidência MineiraRevolução Farroupilha e a vinda da Família Real para o Brasil.
Características: 
Pastoralismo, bucolismo. Ideal de vida simples, junto à natureza . Carpe diem (“aproveite o dia”). Consciência da fugacidade do tempo. Simplicidade, clareza e equilíbrio. Emprego moderado de figuras de linguagem. Natureza racional (é vista como um cenário, como uma fotografia, como um pano de fundo. Pseudônimos. Fingimento / Artificialismo.
Destacaram-se:
– Tomás Antonio Gonzaga – poeta maior do Arcadismo brasileiro com suas liras Marília de Dirceu. Pseudônimo como poeta lírico: Dirceu; pseudônimo como poeta satírico: Critilo (Cartas Chilenas). Autores épicos do Arcadismo brasileiro:
– Cláudio Manuel da Costa – Poeta lírico e épico. Seu pseudônimo é Glaudeste Satúrnio. Seus sonetos são de imitação Camoniana. Obra: Vila Rica.
– Basílio da Gama – Obra: O Uraguai.
– Santa Rita Durão – Obra: Caramuru. Obs.: O índio antes de José de Alencar aparece nos poemas épicos O Uraguai e Caramuru. Portanto, o Arcadismo preparou o Romantismo.

ROMANTISMO

Início: publicação de Suspiros Poéticos, de Gonçalves de Magalhães
Contexto histórico: 
Surgimento da Imprensa no BrasilA crise do 2º Reinado e a abolição da escravidão.
Características:
 Predomínio da emoção, do sentimento (subjetivismo); evasão ou escapismo (fuga à realidade). Nacionalismo, religiosidade, ilogismo, idealização da mulher, amor platônico. Liberdade de criação e despreocupação com a forma; predomínio da metáfora.
1ª geração romântica: 1840/50 – indianista ou nacionalista. A temática era o índio, a pátria.Destacou-se: Gonçalves Dias – Obras: Canção do Exílio e I Juca Pirama.
2ª geração romântica: 1850/60
 – byroniana (idealismo e melancolia), mal-do-século, individualista ou ultra-romântica. A temática era a morte. 
Destacou-se: Álvares de Azevedo – poeta da dúvida. Tinha obsessão pela morte. Recebeu influência de Byron e Shakespeare. Oscila entre a realidade e a fantasia. Obra: Livro de contos Noite na taverna.
3ª geração romântica: 1860/70
 – condoreira, social ou hugoana. A temática é a abolição e a república. Destacaram-se: Poesia: Castro Alves – poeta representante da burguesia liberal. Obras: Espumas Flutuantes, O Navio Negreiro, Vozes d’África.
Prosa: José de Alencar (representante maior) – defensor do “falar brasileiro” / dá forma ao herói / amalgamando a sua vida à natureza.
-Joaquim Manuel de Macedo – Obra: A Moreninha.
– Bernardo Guimarães – Obra: A escrava Isaura.
– Manuel Antônio de Almeida – Obra: Memórias de um sargento de milícias.
Modalidades do Romantismo: Romance de folhetim – Teixeira e Sousa, O filho do pescador.
Romance urbano
 – Joaquim Manuel de Macedo, A Moreninha.
Romance regionalista
: Bernardo Guimarães, O ermitão de Muquém.
Romance indianista e histórico
 – José de Alencar, O Guarani.

REALISMO – NATURALISMO – PARNASIANISMO

Ocorreram simultaneamente, tendo como contexto histórico a Proclamação da República e A Primeira República.
REALISMO
Início: Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, publicado em 1881.
Características: 
Literatura de combate social, crítica à burguesia, ao adultério e ao clero. Análise psicológica dos personagens. Objetividade, temas contemporâneos.
Destacou-se: 
Machado de Assis – trilogia: Memórias Póstumas de Brás Cubas (narrado em 1ª pessoa); Quincas Borba (“ao vencedor as batatas”); Dom Casmurro (narrado em 1ª pessoa – enigma de traição)
NATURALISMO
Início: O Mulato, de Aluísio Azevedo
Características: 
Desdobramento do Realismo. Escritores naturalistas retratam pessoas marginalizadas pela sociedade. O Naturalismo é fruto da experiência. Análise biológica e patológica das personagens. Determinismo acentuado. As personagens são compradas aos animais (zoomorfismo).
Destacaram-se: 
– Aluísio Azevedo – Obras: O Mulato; O Cortiço (romance social, personagem principal do romance é o próprio cortiço).
– Raul Pompéia – Obra: O Ateneu.
PARNASIANISMO
Início: Fanfarras, de Teófilo Dias
Contexto histórico: 
Contemporâneo do Realismo – Naturalismo
Características:
 Estilo especificamente poético, desenvolveu-se junto com o Realismo – Naturalismo. A maior preocupação dos poetas parnasianos é com o fazer poético. Arte pela arte.Poesia descritiva sem conteúdo; vocabulário nobre; objetividade. Os poetas parnasianos são considerados “os mestres do passado”. Por suas manias de precisão foram criticados severamente pelos poetas do 1º Tempo Modernista.
Destacou-se: 
Olavo Bilac (poeta representante) – Profissão de Fé.

SIMBOLISMO

Início: Missal e Broquéis, de Cruz e Souza
Contexto histórico: 
Fundação da Academia Brasileira de Letras
Origem:
 a poesia de Baudelaire.
Características:
 desmistificação da poesia, sinestesia, musicalidade, preferência pela cor branca, sensualismo, dor e revolta.
Destacou-se: 
Cruz e Souza (poeta representante) – Obra: Missal e Broquéis.
Dica do Blog: Literatura: Revisão sobre o Simbolismo – Aula Grátis:http://blogdoenem.com.br/literatura-simbolismo/

PRÉ-MODERNISMO

Início: Os Sertões, Euclides da Cunha; Canaã, Graça Aranha
Contexto histórico: Guerra do Contestado.  A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana. A revolta da Vacina.
Características: Convivem juntas duas tendências: 1. Conservadora: sobrevivência da mentalidade positivista, agnóstica e liberal.
Destacou-se: Euclides da Cunha – Obra: Os Sertões (miséria e subdesenvolvimento nordestino). 2. Renovadora: incorporação de aspectos da realidade brasileira.
Destacaram-se: – Lima Barreto, Triste Fim de Policarpo Quaresma (a vida urbana e as transformações de início de século).
– Monteiro Lobato – livro de contos Urupês (a miséria do caboclo, a decadência da cultura cafeeira). Obs.: Foi Monteiro Lobato quem criticou a exposição da pintora Anita Malfatti, chamando-a de “Paranóia ou Mistificação”.
– Graça Aranha, Canaã (imigração além do Espírito Santo).
Poeta representante: Augusto dos Anjos – Obra: Eu e outras poesias.

MODERNISMO

PRIMEIRA FASE
Início: Semana de Arte Moderna
Contexto histórico: Fundação do Partido Comunista Brasileiro. A Revolução de 1930
Características: Poesia nacionalista. Espírito irreverente, polêmico e destruidor, movimento contra. Anarquismo, luta contra o tradicionalismo; paródia, humor. Liberdade de estética. Verso livre sem uso da métrica. Linguagem coloquial.
Destacaram-se: – Mário de Andrade – Obra: Pauliceia desvairada (Prefácio Interessantíssimo)
– Oswald de Andrade – Obra: Manifesto antropofágico / Pau-Brasil
– Manuel Bandeira – Obra: Libertinagem
Dica do Blog – Revisão completa sobre a Literatura do Modernismo:http://blogdoenem.com.br/literatura-enem-modernismo/
SEGUNDA FASEContexto histórico: A Era VargasLampião e o cangaço no sertão
Características: Destaca-se a prosa regionalista nordestina (prosa neo-realista e neo-naturalista).
Representantes: – Graciliano Ramos – representante maior, criador do romance psicológico nordestino – Obras: Vidas Secas; São Bernardo.
– Jorge Amado – Obras: Mar Morto; Capitães da Areia.
– José Lins do Rego – Obras: Menino de Engenho; Fogo Morto.
– Rachel de Queiroz – Obra: O Quinze.
– José Américo de Almeida – Obra: A Bagaceira
Poesia 30/45 – ruma para o universal.Carlos Drummond de Andrade faz poesia de tensão ideológica.
Fases de Drummond: – Eu maior que o mundo – poema, humor, piada.
– Eu menor que o mundo – poesia de ação.
– Eu igual ao mundo – poesia metafísica.
Poetas espiritualistas: – Cecília Meireles – herdeira do Simbolismo.
– Jorge de Lima – Invenção de Orpheu.
– Vinícius de Moraes – Soneto da Fidelidade.
TERCEIRA FASE
Contexto histórico: A Redemocratização do BrasilA ditadura militar no BrasilContinua predominando a prosa.
Representantes: 
– Guimarães Rosa – Neologismo – Obra: Sagarana.
– Clarice Lispector – Introspectiva – Obra: Laços de Família, onde a autora procura retratar o cotidiano monótono e sufocante da família burguesa brasileira.
Poesia concreta: 
– João Cabral de Melo Neto – poeta de poucas palavras. Obra de maior relevância literária: Morte e Vida Severina. Tem intertextualidade com o teatro Vicentino.
É muito importante estar atento ao contexto histórico em que a obra está inserida. A literatura nada mais é que um registro social de uma época. Reflete suas características e anseios. Por isso cada Escola Literária está envolta por aspectos exclusivos.

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O Massacre de povos indígenas no Brasil



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Em BH, homem tem cabeça esmagada; no MS, criança morre sem ambulância e povo Guarani Kaiowá está cercado por pistoleiros; ano novo, violência velha; e a indiferença
Por Alceu Luís Castilho (@alceucastilho)
Cena 1: Urbana. Um indígena tem a cabeça esmagada em Belo Horizonte. Levou 15 chutes e pisões. Foi na sexta-feira, dia 15. “A vítima morreu sem etnia, sem nome e sem idade“, informa o El País Brasil. Ele dormia na rua, em uma calçada chamada 21 de Abril.
Cena 2: Rural. Em Juti, no Mato Grosso do Sul, povos Guarani e Kaiowá estão sendo atacados por pistoleiros. Sete veículos com jagunços cercam as terras. “Estão atirando todos os dias“, conta a líder indígena Valdelice Veron. “Estamos cercados, estou esperando notícias da ONU”.
Cena 3: Rural. Um menino de 1 ano, Kaiowá, morre por falta de ambulância em Coronel Sapucaia (MS). Chamava-se Jadison Batista Lopes. A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) alega más condições da estrada. Os profissionais têm medo dos fazendeiros. Trata-se de região de conflito, na terra Kurussu Ambá. Fronteira.
Cena 4: Mista. Povo Guarani MBya de São Vicente (SP) se mobiliza contra reintegração de posse na Aldeia Paranapuã, no Parque Estadual Xixová-Japuí. Haverá um ato na sexta-feira (22) em defesa da cultura indígena, na Ponte Pênsil – em um dos municípios mais antigos do Brasil.
Tudo isso está acontecendo em 2016. E você – salvo se acompanha com lupa o massacre indígena em curso no Brasil – não ficou sabendo. Ou soube pela metade. A notícia de Juti (MS) é de ontem. Cinematográfica, incrível – mas, para a sociedade branca, é como se não existisse. O que funciona como um aval para a violência.
Cena 5 (flashback): Urbana. Um bebê Kaingang de 2 anos, Vítor Pinto, é degolado na rodoviária de Imbituba (SC). Foi no dia 30 de dezembro. Mas os jornais só noticiam em 2016. O contexto é de expulsão de indígenas de rodoviárias de Santa Catarina. O delegado adota o satanismo – e não o racismo – como linha de investigação.
INVISIBILIDADE VIOLENTA
A compreensão desse roteiro do horror é prejudicada pela invisibilidade. A presidente da República e os governadores não emitiram nota de pesar porque os crimes não alcançaram as primeiras páginas. A Polícia Federal finge que não é com ela. Trata-se de uma indiferença pautada pela imprensa. Ou, em outras palavras, de um massacre varrido para debaixo do tapete.
As histórias de violência se repetem. Qualquer semelhança da primeira cena com o assassinato de Galdino Jesus dos Santos, em 1997, não terá sido mera coincidência. O Pataxó Hãhãhãe foi queimado por cinco jovens em Brasília enquanto dormia em um ponto de ônibus, um dia após o Dia do Índio. Outros jovens no Brasil crescem enxergando os indígenas como descartáveis. Escola e imprensa são cúmplices.
O presidente da Funai até deu entrevista à Folha. Negou que haja genocídio indígena no Brasil. Mas falou do bebê indígena assassinado e do orçamento aquém das necessidades. E corta para o próximo assunto – sem editoriais, sem colunas indignadas. Outras fontes (do governo, acadêmicas, de ONGs) não serão ouvidas tão cedo. As lideranças indígenas, muito menos.
O novo ciclo de violência contra os povos indígenas no Brasil se define, portanto, como um novo ciclo de narrativas pulverizadas, que não geram comoção ou empatia nacional. Porque o Brasil é uma sociedade racista. Os jornalistas são racistas, os donos do poder econômico são racistas, os políticos são racistas. Não fossem racistas, essas notícias teriam balançado suas almas.

http://outraspalavras.net/alceucastilho/2016/01/19/primeiros-dias-de-2016-confirmam-roteiro-do-massacre-indigena/

terça-feira, 24 de maio de 2016

Questionário sobre globalização

Resultado de imagem para documentário encontro com milton santos

1-Segundo Thomas Friedman, autor do best-seller “O mundo é Plano”, a globalização atravessou três grandes eras.Quais ?

2- Qual a importância de Milton Santos  para a Geografia?

3 - Identifique no mapa os países onde Milton Santos morou durante o seu exílio.

4- Explique o que M S considera " globaritarismo" 

5 - O que foi o Consenso de Washington ?

6 -  O que MS coloca sobre o papel da mídia?

7 -  O que MS considera uma outra globalização?

8 - Qual a parte do documentário mais chamou a sua atenção?
Por que?

9 - Quais as três vertentes da globalização apresentadas por Milton Santos?

10 - O que MS coloca sobre democracia?

11- Qual a função do:
FMI
Fórum Econômico Mundial
Fórum Social Mundial
BIRD

12 - O que MS coloca sobre a China?

13- Segundo MS, qual o poder das grandes corporações?

14- Cite o motivo de algumas manifestações que são mostradas no documentário.
15. A mídia é um dos poderes que influenciam nossa vida. Dê exemplos de casos e/ou situações que mostram a manipulação.