segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Matriz Energética Brasileira

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Dilma inaugura usina hidrelétrica de Belo Monte

Energia

A usina terá carga suficiente para atender 60 milhões de pessoas em 17 Estados, 40% do consumo residencial de todo o País
A presidenta Dilma Rousseff inaugurou, nesta quinta-feira (5), a usina hidrelétrica de Belo Monte, localizada no município de Altamira, sudoeste do Pará. Construída no rio Xingu, a usina é a maior hidrelétrica 100% nacional e a terceira maior do mundo. Com capacidade instalada de 11.233,1 Megawatts (MW). Isso significa carga suficiente para atender 60 milhões de pessoas em 17 Estados, o que representa cerca de 40% do consumo residencial de todo o País.
Duas turbinas já começaram a gerar energia comercialmente desde abril, uma na Casa de Força Principal, no Sítio Belo Monte, e a outra na Casa de Força Complementar, no Sítio Pimental. Juntas, adicionam 649,9 MW ao Sistema Interligado Nacional (SIN), operação também autorizada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A usina de Belo Monte foi leiloada, em 2010, por R$ 25,8 bilhões para a empresa Norte Energia S.A., responsável pela construção e operação da hidrelétrica. Segundo informações da empresa, as obras civis do empreendimento estão praticamente concluídas e a previsão é que a cada dois meses, em média, seja ativada uma nova turbina até o pleno funcionamento da hidrelétrica, em 2019.
A construção de Belo Monte atende aos interesses do governo brasileiro de produzir energia limpa, renovável e sustentável para assegurar o desenvolvimento econômico e social do País. Os primeiros estudos começaram na década de 1970 e, desde então, o projeto original sofreu várias modificações para que fossem reduzidos os impactos ambientais da usina.
Por meio da interligação dos reservatórios por um canal, o chamado modelo de usina a fio d’água permitiu que Belo Monte ocupasse uma área 60% menor do que a prevista no projeto original. A mudança garantiu que nenhuma aldeia indígena próxima ao empreendimento fosse inundada e a hidrologia do rio Xingu, preservada. A piracema também não comprometida, graças a colocação de escadas de peixes que preservam o equilíbrio da fauna aquática do Rio Xingu.
Responsabilidade socioambiental
Cerca de 14% do total do orçamento de Belo Monte, cerca de R$ 4 bilhões, foram investidos em melhorias em 12 municípios da área de influência da usina. Entre essas ações, estão a instalação da rede de saneamento básico de Altamira, construção de escolas e unidades de saúde, melhora da qualidade da água e dos igarapés da cidade e na transferência de mais de 30 mil pessoas dessas áreas de risco para cinco novos bairros construídos pela Norte Energia.
Para preservar a floresta às margens do Rio Xingu, a empresa comprou 26 mil hectares em uma faixa contínua, onde a vegetação está sendo enriquecida com espécies nativas. Como compensação ambiental pelo empreendimento, foram repassados R$ 135 milhões ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) para criar ou regularizar unidades de conservação ambiental.
Valorização dos povos indígenas
Além de garantir que nenhuma comunidade indígena seja realocada, a usina é o primeiro empreendimento hidrelétrico com ações voltadas em benefício das aldeias do entorno da obra. Com acompanhamento da Fundação Nacional do Índio (Funai), projetos sociais vêm garantindo a segurança territorial, alimentar e ambiental aos povos tradicionais do Médio Xingu. Foram mais de R$ 260 milhões em investimentos de 2010, início do projeto, a 2016, com ações que beneficiam 3,5 mil indígenas de 9 etnias, em 11 terras indígenas do médio Xingu.
Geração de empregos
A construção da usina gerou, no pico das obras, cerca de 20 mil empregos diretos e 40 mil empregos indiretos na região. O efeito indireto sobre a economia também foi significativo, com o aumento na demanda por trabalhos relacionados, serviços e insumos, o que dinamizou a estrutura produtiva das comunidades próximas à hidroelétrica.
http://www.brasil.gov.br/governo/2016/05/dilma-inaugura-usina-hidreletrica-de-belo-monte



Quais são as vantagens e desvantagens de Belo Monte?

A usina deve fornecer eletricidade para 60 milhões de pessoas quando entrar em operação. Por outro lado, está encravada na Floresta Amazônica e não tem como não causar problemas ambientais. Confira os principais pontos contra e a favor da terceira maior usina do planeta.

Tiago Cordeiro, Alexandre Versignassi, Renata Steffen e Horácio Gama
A maior vantagem é óbvia: mais eletricidade. O consumo de energia sobe junto com o do PIB. Em 2010 foram 7,5% de crescimento no Produto Interno Bruto e 7,8% no do consumo de eletricidade. Sem energia, o país não cresce. E se o país não cresce você tende a perder o emprego – pior do que dormir no escuro… Belo Monte, por esse ponto de vista, é uma necessidade. Mas para alguns é uma atrocidade, já que seu reservatório vai alagar uma área na Amazônia equivalente a 1/3 da cidade de São Paulo, entre outros desequilíbrios ambientais. Por essas, Sting e o cacique Raoni já atacavam Belo Monte em 1989. Na época, a proposta de aproveitar as águas do rio Xingu para gerar energia já era antiga: começou em 1975, no governo Geisel. Em 2011, as obras começaram. E os protestos aumentaram. O Movimento Gota D`Água, em que atores defendem o fim das obras no YouTube, é só o mais recente. O apelo é substituir a usina por fontes de energia eólica e solar. Para quem defende Belo Monte, isso não faz sentido: seria mais caro e menos confiável. A maior certeza é que, até janeiro de 2015, a data marcada para a entrega da usina, muita água vai rolar nesse debate.
ARGUMENTOS CONTRA
Debaixo d`água
O lago que alimentará as turbinas de Belo Monte vai ocupar uma área equivalente a 90 mil campos de futebol da bacia do Xingu, que abriga 440 espécies de aves e 259 de mamíferos.
640 km2 é a extensão da área alagada, que equivale a 1/3 da cidade de São Paulo
Caos social
A obra vai obrigar a realocação de 5 988 famílias. Além disso, milhares de migrantes serão atraídos para a região. E as obras de saneamento prometidas para recebê-las estão atrasadas.
20 mil pessoas terão de sair de suas casas.
A cidade de Altamira espera 100 mil novos moradores. A população da cidade vai dobrar, e não há infraestrutura para isso.
Desmatamento
O lago da usina receberá água drenada de outras regiões do rio Xingu para que haja volume suficiente no reservatório. Essa água chegará por meio de um canal com 130 m de espessura e 20 km de extensão.
Para a construção do canal, serão removidos 100 milhões de m3 de floresta, que encheriam 40 mil piscinas olímpicas

Índios ameaçados
Com o canal drenando água, a área do Xingu próxima ao lago terá sua vazão reduzida. São 100 km de rio que, segundo especialistas, podem até secar. Isso pode destruir o modo de vida dos índios que habitam a região e vivem da pesca.
100 km do rio Xingu terão a vazão reduzida
952 índios serão afetados
ARGUMENTOS A FAVOR
Energia barata
Mil chuveiros ligados por uma hora dão um megawatt-hora (MWh). Em Belo Monte, 1 MWh custará R$ 22. Essa energia tirada de uma usina eólica custaria R$ 99. De uma solar, quase R$ 200.
Para igualar a produção de Belo Monte, seriam necessários
19 termelétricas
17 usinas nucleares iguais a Angra II
3 700 torres de energia eólica
49,9 milhões de placas de energia solar
Motor para o PIB
O Brasil precisa de mais energia. A demanda no país, segundo a Agência Internacional de Energia, deve crescer 2,2% ao ano entre 2009 e 2035. Mais do que a média mundial, de 1,3%, e até do que a China, de 2%.
Crescimento de consumo de energia elétrica em 2010 – 7,8%
Neste ritmo, o Brasil precisaria dobrar sua capacidade de geração de energia a cada 12 anos
Desenvolvimento
As cidades próximas às usinas enriquecem – foi o que aconteceu com a região de Tucuruí, também no Pará, onde desde 1984 está a primeira grande hidrelétrica da Amazônia, inaugurada em 1984.
Serão criados 40 MIL empregos diretos e indiretos.
Os investimentos do governo em saúde, educação e infraestrutura chegarão a R$ 4 bilhões isso dá 7 vezes o PIB de Altamira.
42% está ótimo
A área alagada de 640 km2 é pequena. Tucuruí ocupa 2 850 km2 . Itaipu, 1 350. Também criticam o fato de que a usina vai operar a 42% de sua capacidade, em média. Mas é o normal, por causa das estiagens. E mais eficiente do que lá fora:

Média da capacidade de operação
ESPANHA – 21%
FRANÇA – 35%
BELO MONTE – 42%
EUA – 46%
BRASIL – 50%
http://super.abril.com.br/ideias/quais-sao-as-vantagens-e-desvantagens-de-belo-monte/

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sábado, 26 de novembro de 2016

Fidel Castro

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O ex-presidente de Cuba, Fidel Castro, morreu à 1h29 (hora de Brasília) deste sábado (26), aos 90 anos, na capital Havana. A informação foi divulgada pelo seu irmão Raúl Castro em pronunciamento na TV estatal cubana.
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/11/morre-aos-90-anos-fidel-castro-ex-presidente-de-cuba-diz-tv.html

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Milton Santos

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Em agosto de 1998, a revista Caros Amigos publicou uma grande entrevista com o geógrafo Milton Santos. Na época, tinha 72 anos, lecionava no Departamento de Geografia da Universidade de São Paulo (USP) e preparava o último livro de sua carreira: Por uma outra globalização – do pensamento único à consciência universal.
E mesmo há quase vinte anos, o pensamento e opiniões do Milton Santos são tão atuais.
Sérgio Pinto de Almeida - O senhor fala as coisas mais duras e pesadas e mantém o seu sorriso. Uma vez eu entrevistei o Antônio Callado e, abordando o assassinato dos meninos da Candelária, ele falava de uma virulência, uma dureza, e no entanto com um ar espantosamente sereno. Perguntei como sedava isso, ele falou: “É a idade, é a sabedoria, a dignidade não pode perder a clareza”, algo assim. O senhor lembra ele.

Milton Santos – Isso é ligado também a quem ensina. Porque quem ensina não tem ódio, quem é professor mesmo não tem ódio nenhum.

Sérgio de Souza - Por falar em ensino, o senhor teria uma visão do ensino público superior, uma crítica, diante do que todos estão vendo?

Milton Santos – Creio que o ensino público é indispensável, e com a globalização torna-se mais indispensável para assegurar a possibilidade de pensar livremente, e de dizer livremente. Não basta pensar, tem de poder dizer. Por conseguinte, se o ensino ficar atrelado ao mercado ou à técnica, ele será cada vez mais canalizado para a subserviência, sobretudo porque a ciência tende cada dia a ficar mais longe da verdade. Porque a ciência é feita para responder à demanda da técnica e do mercado. Por conseguinte ela estreita seu objetivo. Só o ensino público pode restaurar isso. Dito isso, as universidades públicas teriam de ser um pouquinho mais públicas, na medida em que elas não estão abertas. O número de matrículas diminui proporcionalmente todos os anos. Em São Paulo, a evolução das vagas no ensino público é diminuta, e a expansão é do ensino privado. Então, a universidade pública para aumentar, digamos assim, a sua legitimidade, tem de se tornar um pouco mais pública. Tanto na aceitação de alunos quanto na escolha dos professores.

( trecho de entrevista)
http://www.carosamigos.com.br/index.php/grandes-entrevistas/6047-entrevista-explosiva-com-milton-santos

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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

O petróleo no Oriente Médio





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Até a década de 1960, o mercado petrolífero internacional era dominado por um grupo conhecido como as sete irmãs do petróleo. A história teve início em meados de 1928, quando as sete empresas firmaram o acordo Achnacarry. O grupo era composto pelas empresas: Exxon; Shell; BP; Mobil; Texaco; Gulf e Chevron.
Conhecido por controlar o mercado e impor baixos preços aos países produtores enquanto garantiam para si altas taxas de lucro, o grupo mantinha uma iniciativa insustentável, que fez com que países detentores de petróleo ficassem com dívidas absurdas, fomentou guerras civis e derrubou governos.
Além disso, essa exploração incessante do petróleo causou diversos danos ambientais, com a emissão de compostos tóxicos e de gases poluentes, além de resíduos sólidos, entre outros danos para o meio ambiente.
Foi nesse contexto que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) elevou drasticamente os preços do barril de petróleo nos anos 70, num processo ainda não satisfatoriamente explicado, uma vez que envolveu grandes interesses.
Para combater a situação, viu-se a necessidade de criar uma política petrolífera, que centralizasse a administração da atividade, o que inclui um controle de preços e do volume de produção, estabelecendo pressões no mercado. Surgiu, então, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), formada pelos países produtores de petróleo em 1960.
Mercado pós OPEP
No ano seguinte, em 1961, foi realizada uma conferência para definir três objetivos: o aumento da receita dos países membros, a fim de fomentar o desenvolvimento de cada um deles; aumento gradativo do controle sobre a produção de petróleo, para desbancar as multinacionais; unificação das políticas de produção.
A primeira medida prática tomada pela OPEP, no entanto, foi aumentar o valor dos royalties pagos pelas empresas transnacionais e cobrar delas um imposto.
Atualmente, as sete maiores companhias petrolíferas do mundo são empresas nacionais estatais ou semiestatais, que competem entre si e com as demais companhias petrolíferas. Hoje, essas empresas concentram 52% da produção petrolífera mundial e controlam 88% das reservas. 
http://www.pensamentoverde.com.br/

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Buquê que custa meio milhão de dólares, noiva com vestido decorado com ouro, diamante e pedras preciosas em uma celebração luxuosa e extravagante de dez dias de duração. Nada de Kate Middleton e príncipe William. O casamento do filho do sultão de Brunei, o príncipe Abdul Malik, já está sendo considerado um dos mais opulentos já realizados.

As festividades do casamento começaram no dia 5 de abril e durarão até esta quarta-feira (15/05), mas a cerimônia oficial foi realizada no último domingo.

O príncipe de 31 anos casou-se com Dayangku Raabi'atul 'Adawiyyah Pengiran Haji Bolkiah, 22, que se apresentou ao país com um vestido para lá de luxuoso: todo dourado e decorado com ouro, diamantes e pedras preciosas. Segundo o The Telegraph, a noiva ainda utilizava um sapato da marca Christian Louboutin decorado com cristais Swarovski, uma tornozeleira de ouro e uma tiara de esmeraldas. O buquê também foi especial: ao invés de flores, era formado por deslumbrantes gemas e pedras preciosas. O terno do noivo seguiu a mesma linha extravante. Após o casamento os convidados participaram de um grande banquete em um dos halls do palácio que pode receber até 5 mil convidados.
A cerimônia foi realizada domingo no Palácio Real localizado em Bandar Seri Begawan, capital do país. Brunei é uma protetadora do Reino Unido, localizado na ilha de Bornéu, no sudeste da Ásia. É uma monarquia governada, desde 1968, pelo sultão bilionário Hassanal Bolkiah. O sultão, considerado um magnata do petróleo, tem cinco filhos e sete filhas, de três casamentos. Suas excentricidades com festas milionárias já são conhecidas. Em 1996, o sultão contratou Michael Jackson para um concerto exclusivo durante seu aniversário de 50 anos. O custo? R$ 45 milhões. 
Segundo o The Telegraph, a população de 400 mil habitantes do país não demonstra um grande descontentamento político com o monarca, graças a um bom sistema de saúde e educação fornecido pelo estado. As críticas, no entanto, às extravagâncias da família real são recorrentes.
http://epocanegocios.globo.com/Informacao/Acao/noticia/2015/04/principe-de-brunei-realiza-casamento-luxoso-que-dura-dez-dias.html

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Durante centenas de anos, Brunei Darussalam foi um dos lugares mais isolados e fascinantes do planeta, um dos segredos mais bem guardados da Ásia. Em árabe, “darussalam” significa “a morada da paz”. O nome do país revela um lugar de sonhos, belezas inesperadas, tranquilidade e boa vida, uma nação de gente alegre e muito generosa, onde as riquezas são compartilhadas por toda a população. 

Brunei é um pequeno sultanato, do tamanho do Distrito Federal no sudoeste da Ásia. Nesse país, para onde a gente olha tem sempre alguma coisa brilhando e, em Brunei, tudo o que reluz é ouro mesmo. 

As casas populares de Brunei são bonitas e confortáveis. Cada uma tem, mais ou menos, 200 metros quadrados. Muro nem pensar. 

Quem não é rico, não tem propriedades, pode se candidatar a uma casa dessas. São casas grandes, boas espaçosas, dadas pelo governo. Daí se você ganha a casa, melhora de vida, e quer dar uma reformada, você pode. Mas se você tem aquele sonho de ter uma casa grandiosa, uma casa exatamente como você idealizou, você também pode. 

Vamos conhecer uma delas? A repórter Glória Maria chega meio de surpresa, mas eles não se importam. São três quartos, uma sala. E os moradores mostram um pouquinho da casa deles. 

O militar aposentado Hamidon Nudin, de 60 anos, e a dona de casa Hajijah Kiprawi, de 56, moram no mesmo local há 15 anos. Eles contam que não foi difícil conseguir a casa. Pagam uma taxa de manutenção, equivalente a R$ 120. Com água e luz, dá mais ou menos R$ 200 por mês. “Se você acha que está caro demais, você sempre pode pedir ao governo para baixar o preço”, conta Hamidon. 

É uma família simples. Vive de aposentadoria, recebem R$ 1,2 mil por mês do governo. “Nós amamos o sultão, porque ele nos dá o que precisamos. Escola para as crianças, não precisamos pagar pelos livros. A educação é de graça”, diz Hajijah. 

Educação, saúde, moradia: tudo de graça. E ninguém no país sabe o que é imposto de renda. 

Há 500 anos, Brunei dominava toda a Ilha de Bornéu e parte das Filipinas, mas começou a ser dominada pelos países vizinhos e perdeu muitas terras. Até que em 1929 em um golpe de sorte, o petróleo jorrou na região. E Brunei então passou a ser reconhecido internacionalmente como uma das maiores potências econômicas do mundo, na área do petróleo. 

O dinheiro do petróleo trouxe independência econômica e cobriu de ouro o país. Com tanto petróleo, o sultão de Brunei passou a ser o governante mais rico do mundo. Então, vamos tentar encontrar este rei. 

Nossa primeira chance é no dia da independência do país, em 23 de fevereiro. Com batedores e em carro de luxo, o sultão chega com todo o protocolo. Ele parece sério, solene. 

É muito raro a população de Brunei conseguir ver o sultão tão de perto. Ele aparece em público no máximo três vezes por ano. E nesse dia ele está na rua, porque está sendo comemorado o Dia Nacional de Brunei. Por isso, o povo aproveita para olhar o sultão, que sempre consegue manter aquele clima de mistério. 

Em Brunei, 30% da população trabalham para o governo. A comemoração é uma forma de agradecer a Alá e também de prometer trabalhar muito pelo país. 

Queremos entender, porque existe tanto respeito, devoção e amor pelo sultão e decidimos ir até o palácio para tentar encontrá-lo. 

Quase não acreditamos quando um dos guardas nos diz o horário exato em que o sultão vai chegar. Na hora anunciada, o sultão entra dirigindo o próprio carro tão rápido que a gente quase não consegue ver.
http://g1.globo.com/globoreporter/0,,MUL1564164-16619,00-CASAS+POPULARES+EM+BRUNEI+TEM+CERCA+DE+M.html

Os conflitos alimentados pela disputa por petróleo no mundo


Síria e Iraque 2011 – presente

O petróleo é uma das peças centrais no conflito envolvendo o grupo autodenominado "Estado Islâmico" no Iraque e na Síria.
Vender a matéria-prima é uma fonte de recursos importante para os extremistas, algo estimado em US$ 2 milhões (R$ 7,5 milhões) por dia.
O "Estado Islâmico" controla a maioria das regiões produtoras de petróleo na Síria e também capturou campos de petróleo em Mossul (norte do Iraque) na medida em que foi expandindo seus domínios.
O petróleo é vendido a vários compradores, incluindo o próprio governo sírio, e a intermediários que, por sua vez, vendem a matéria-prima na fronteira com a Turquia.
É esse comércio que a Rússia acusa a Turquia de querer proteger quando derrubou o caça Sukhoi 24. A Turquia, por sua vez, nega comprar petróleo do "Estado Islâmico".

Invasão do Iraque


Em 2002, o vice-primeiro-ministro do Iraque, Tariq Aziz, disse que as ameaças de ação militar contra o país envolviam o petróleo, uma percepção comum no mundo árabe naquele momento.
O Iraque possui grandes reservas, e muitos especialistas afirmam que a matéria-prima foi certamente um fator importante, senão a principal razão, para a escalada de violência no país.
Em 2002, a revista britânica The Economist escreveu que, embora a alegação para a invasão do Iraque tenham sido as supostas armas de destruição em massa detidas pelo então regime do de Saddam Hussein, a abertura das enormes reservas de petróleo do país ao capital estrangeiro também teria motivado a ofensiva americana.
Outro fator, segundo a publicação, seria a suspeita de que Saddam também usava a renda obtida por meio da venda do óleo para financiar a expansão de sua influência estratégica na região.
O então vice-presidente americano Dick Cheney, alertando sobre as ambições do Iraque, disse em agosto de 2002: "Saddam Hussein busca dominar o Oriente Médio inteiro e tomar controle de uma grande parcela dos suprimentos de energia do mundo".

1ª Guerra do Golfo


"Não ao sangue por petróleo" foi um slogan antiguerra comum nos meses que antecederam o conflito, em 1991.
Mas o papel da matéria-prima na 1ª Guerra do Golfo foi inegável.
O conflito teve origem após a invasão do Kuwait pelo Iraque. Saddam considerava o pequeno país do Golfo Pérsico, rico em petróleo, uma província iraquiana.
A intervenção liderada pelos Estados Unidos foi em grande parte motivada pela necessidade de assegurar o petróleo do Kuwait e também impedir que Saddam expandisse seu controle sobre a matéria-prima.

Golpe de Estado no Irã (1953)

O petróleo também teve papel importante no golpe de Estado de 1953 no Irã ─ organizado pelos Estados Unidos e pelo Reino Unido.
Os dois países tentaram derrubar um primeiro-ministro eleito, Mohammed Mossadegh, e substitui-lo por Mohammad Reza Pahlavi, cujo reinado terminou quando fundamentalistas iranianos chegaram ao poder, em 1979.
O principal "erro" de Mossadegh foi ter nacionalizado a companhia de petróleo anglo-iraniana, precursora da British Petroleum (hoje BP) e controlada à época pelo governo britânico.

2ª Guerra Mundial


A 2ª Guerra Mundial é normalmente considerada uma guerra contra o nazifascismo, mas o petróleo exerceu forte influência no conflito.
O ataque japonês a Pearl Harbor tem origem, pelo menos em parte, na decisão dos Estados Unidos de limitar as exportações de petróleo para o Japão em 1941, em resposta à invasão japonesa da China.
O Japão dependia quase totalmente de petróleo importado, principalmente dos Estados Unidos, e precisava da matéria-prima para a sua frota naval.
Já na Europa, o Azerbaijão, país rico em petróleo e então parte da União Soviética, era um dos alvos da incursão alemã rumo ao leste, em 1941.
Foi por causa dessa ofensiva que os alemães acabaram cercados e derrotados em Stalingrado, um divisor de águas na guerra.
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/12/151203_conflitos_mundiais_petroleo_lgb_gch
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O preço do barril de petróleo cai e o brasileiro sofre

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petróleo (Foto: G1)

Oito motivos para a queda do preço do petróleo

A baixa do preço da commodity causa problemas para produtores como Brasil, Venezuela, Angola e Nigéria. Entenda por que o "ouro negro" perdeu valor e por que provavelmente o mercado petroleiro nunca mais será o mesmo.
1. Ascensão dos EUA como produtor
Entre 2012 e 2015, os Estados Unidos aumentaram sua produção de petróleo de 10 para 14 milhões de barris por dia e tornaram-se o maior produtor mundial, ultrapassando a Rússia e a Arábia Saudita.
A quantidade adicional que chega aos mercados através do aumento da produção nos EUA é gigantesca: os 4 milhões de barris por dia equivalem à produção conjunta da Nigéria, Angola e Líbia, três dos maiores produtores de petróleo na África.
O aumento foi possível graças a novas tecnologias inovadoras, como o fraturamento hidráulico, o chamado fracking. Através da injeção de água e líquidos químicos nas rochas subterrâneas, são ampliadas fissuras existentes. Esta tecnologia é relativamente cara, mas no ambiente de preços altos dos últimos anos foi rentável e possibilitou extrair petróleo e gás inalcançável através de poços tradicionais.
Nada ilustra melhor a mudança do papel dos Estados Unidos no mercado mundial do que o 20 de janeiro de 2016. Nesse dia, o petroleiro Theo T chegou ao porto francês de Fos, levando a bordo o primeiro petróleo exportado dos EUA em décadas. Nos anos 70, o governo americano tinha proibido as exportações para diminuir as importações, mas, graças ao aumento da produção, a proibição foi levantada em dezembro de 2015.
As exportações de crude americano ainda são esporádicas, mas os EUA dependem cada vez menos de importações. Mesmo que alguns produtores que usam o fracking desistam, devido à baixa dos preços que torna os seus negócios pouco rentáveis, o aumento da produção nos EUA decorrente das novas tecnologias mudou completamente o mercado internacional.

2. Aumento da produção no Iraque
Pouca gente notou, mas o país com o segundo maior aumento de produção em 2015 foi o Iraque. Apesar da guerra civil com o grupo jihadista "Estado Islâmico" (EI), o país passou de uma produção diária de 3,3 milhões de barris, em 2014, para 4,3 milhões de barris no final de 2015.
O aumento de 1 milhão de barris representa uma oferta adicional nos mercados que equivale aproximadamente à produção da Argélia, terceiro maior produtor africano. E o Iraque já produz mais petróleo do que antes do início da guerra com os Estados Unidos em 2003. O crude iraquiano é extraído principalmente na região autônoma dos curdos, no norte do país, a única relativamente estável do Iraque.
3. Regresso do Irã ao mercado depois do fim do embargo
Com a entrada em vigor do acordo nuclear entre o Irã e o Grupo 5+1 (Estados Unidos, Reino Unido, Rússia, China, França, mais Alemanha), em janeiro, foi levantada uma grande parte das sanções internacionais contra o país asiático.
As sanções dificultaram o acesso do Irã ao mercado petroleiro. Após as sanções, o país deve aumentar a sua produção, atualmente de cerca de 3 milhões de barris por dia, segundo relatórios da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê um aumento de 300 mil barris ao dia até o fim de 2016, exercendo mais pressão sobre os preços mundiais.

4. Petróleo do pré-sal do Brasil
Outro país que aumentou significativamente seu volume de produção é o Brasil, que, de 2013 a 2015, passou de 2,6 para 3 milhões de barris por dia. Segundo dados da Opep, em 2015 72 novos poços entraram em função, depois de 87 em 2014. O Brasil tornou-se líder na exploração offshore em águas ultraprofundas. Foram descobertas grandes quantidades de petróleo no chamado pré-sal, camadas rochosas a uma profundidade de quatro a oito quilômetros.
Mas as perspectivas brasileiras não parecem muito animadoras. Para explorar estes jazigos são precisas tecnologias muito caras e sem viabilidade econômica em épocas de preços baixos. E a maior companhia petrolífera brasileira, a semi-estatal Petrobras, está envolvida numa série de escândalos de corrupção e já teve que cortar os planos de investimentos.

5. Arábia Saudita quer manter quota de mercado
Nas últimas décadas, a Arábia Saudita era determinante para o preço do crude. O país tem grandes reservas de petróleo e muitos poços que não operam no limite da sua produção. Portanto pode aumentar rapidamente – e com custos muito baixos – o volume de crude colocado no mercado e influenciar estrategicamente os preços. Ao contrário, também poderia reduzir sua produção para escassear o petróleo e tornar o "ouro negro" mais caro.
Mas, mesmo com um déficit orçamental recorde de 89,2 bilhões de euros em 2015 devido à queda do preço do petróleo bruto, a Arábia Saudita parece determinada a continuar a produzir mais e não menos, como seria de esperar.
Analistas dizem que o objetivo principal dos sauditas é manter a quota do mercado. O cálculo: com preços baixos, investimentos em poços com novas tecnologias como o fracking e em águas ultraprofundas deixam de ser rentáveis. Com a saída do mercado desses produtores concorrentes, a Arábia Saudita assumiria de novo um papel de país determinante.
6. Medo da crise na China
Com taxas oficiais de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) superiores a 6%, parece estranho falar de crise na China. Mas muitos analistas e investidores temem que, por trás desses números oficiais, se esconda uma realidade bem pior. A queda das ações nas bolsas chinesas é um indício de que o milagre econômico chinês possa estar próximo do fim.
Tais perspectivas causam muito nervosismo nos mercados, pois a economia chinesa fomentou em grande parte o boom dos recursos naturais na África, América Latina e Austrália. Nos últimos dez anos, a China aumentou seu consumo de petróleo de 7 para 11 milhões de barris por dia – o equivalente à América Latina e a África subsaariana em conjunto. Angola e o Sudão, por exemplo, vendem uma grande parte do seu petróleo à China.

7. Inverno ameno no Hemisfério Norte
O ano de 2015 foi o mais quente desde que começaram os registros de temperatura no século 19, segundo dados da americana Agência Federal para a Atmosfera e os Oceanos (NOAA). E 2016 deve ser mais um ano quente, devido ao fenômeno meteorológico "El Niño".
8. Cartel da Opep já não funciona
Os 13 países-membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo – entre eles a Arábia Saudita, Iraque, Irã, Nigéria e Angola – são responsáveis por 32,3 milhões de barris por dia. Portanto, controlam cerca de um terço da produção global, de 97 milhões de barris. Teoricamente, deveria ser fácil cortar a produção para aumentar os preços. E seria de esperar, já que a Opep foi fundada como um cartel clássico, cuja função é manter os preços altos para o benefício do produtor (e em detrimento dos consumidores).
Mas até agora nenhum país membro da Opep implementou cortes. Quase todos mantiveram a produção estável ou até aumentaram o volume de crude extraído. Pelo visto, a Opep ainda não consegue travar a queda livre do preço.
http://www.dw.com/pt-br/oito-motivos-para-a-queda-do-pre%C3%A7o-do-petr%C3%B3leo/a-19051686


royalties e participações especiais (Foto: G1)


Preços do barril de pétróleo Brent (Foto: G1)

18/11/2016 06h49 - Atualizado em 18/11/2016 16h02

Receita de royalties do petróleo cai 29% e deve ser a menor desde 2009

Arrecadação cai pelo 2º ano seguido e afeta União, estados e municípios.
Após redução de R$ 8,7 bi em 2015, perdas no ano passam de R$ 5,8 bi.

Darlan AlvarengaDo G1, em São Paulo

A arrecadação de royalties e participações especiais sobre a produção de petróleo acumula queda de 29% no Brasil neste ano, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Trata-se do segundo ano seguido de queda (em 2015, o recuo foi de 25%), o que afeta diretamente o caixa da União, estados e municípios, contribuindo para o agravamento da crise fiscal e financeira dos governos.
A emissão de títulos com receitas futuras de royalties como garantia é uma das alternativas em discussão para socorrer o estado do Rio de Janeiro.
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royalties e participações especiais (Foto: G1)
Em dois anos, a arrecadação com royalties e participaçoes especiais encolheu cerca de R$ 14,5 bilhões. Somente em 2015, a receita total com petróleo direcionada para os governos foi R$ 8,7 bilhões menor. Veja gráfico acima
 
Na parcial de 2016, a arrecadação acumulada soma R$ 14,5 bilhões (R$ 9,5 bilhões com royalties até outubro e R$ 5 bilhões com participações especiais até agosto), segundo os últimos dados disponibilizados pela ANP, o que corresponde a uma diminuição de mais de R$ 5,8 bilhões na comparação com o mesmo período do ano passado (R$ 20,3 bilhões).
Royalties são os valores em dinheiro pagos pelas petroleiras à União e aos governos estaduais e municipais dos locais produtores para ter direito à exploração do petróleo. Já as participações especiais são uma compensação adicional e é cobrada nos casos de  grandes volumes de produção ou de grande rentabilidade.
Menor arrecadação desde 2009
Projeção do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE) estima que, considerando as atuais condições de produção, câmbio e preço do petróleo, a arrecadação total com royalties e participações especiais não chegará a R$ 19 bilhões em 2016, o que representará o menor valor nominal desde 2009, quando essa receita somou R$ 16,4 bilhões.
“A arrecadação só não foi pior porque o real se desvalorizou muito frente ao dólar de 2015 para cá”, afirma o sócio-diretor do CBIE, Adriano Pires.
Petróleo está há 15 meses abaixo de US$ 50
Os royalties dependem basicamente de 3 fatores: volume de produção, câmbio e do preço do petróleo. Este último a principal razão para a queda de arrecadação nos últimos dois anos.
Preços do barril de pétróleo Brent (Foto: G1)



A queda de quase 20% do dólar frente ao real em 2016 também ajudou a piorar a arrecadação. "Quando o dólar estava em R$ 4 era melhor, porque cada barril quando transformado em reais, gerava mais arrecadação", explica Helder Queiroz, professor da UFRJ e ex-diretor da ANP.
Já a produção de petróleo no Brasil continua crescendo, mas a crise financeira enfrentada pela Petrobras tem forçado a estatal a rever suas projeções de expansão.

"Na minha opinião, não teremos nunca mais barril a US$ 100. É preciso entender que os royalties nunca mais vão ter o peso na receita como no passado", afirma Pires, citando a maior oferta global da commodity, as dúvidas em relação  e novos ingredientes de pressão para os preços como a promessa de campanha de Donald Trump de reduzir impostos para produtores de petróleo de xisto nos Estados Unidos.
Para os especialistas, a tendência para a arrecadação de royalties continua de queda, uma vez que não há perspectiva de alta expressiva da produção ou dos preços no curto e médio prazo.
Para Queiroz, a tendência é que a partir de 2017 a arrecadação diminua o ritmo de queda e se estabilizar. "A gente espera que o fundo do poço já tenha sido atingido. A frustração da arrecadação esperada é muito grande e isso é crise na veia, porque infelizmente passou-se a ter uma dependência muito grande de arrecadação de royalties", diz o ex-diretor da ANP, citando o caso de estados como o Rio de Janeiro.
http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/11/receita-de-royalties-do-petroleo-cai-29-e-deve-ser-menor-desde-2009.html
Receita de estados com royalies e participações especiais, em R$
Estadojan-out/2015jan-out/2016
Alagoas  22.200.490,00   18.774.390,00
Amazonas 163.624.550,00  135.529.000,00
Bahia 152.312.130,00   121.551.990,00
Ceará      9.671.890,00      7.574.070,00
Espírito Santo 1.093.248.680,00  717.330.030,00
Maranhão      29.219.320,00    28.132.680,00
Paraná        4.915.170,00     3.182.090,00
Rio de Janeiro4.193.133.020,002.912.702.260,00
Rio Grande do Norte   152.511.150,00  108.030.350,00
São Paulo   643.373.970,00 630.265.150,00
Sergipe     82.785.440,00   57.800.730,00
Total6.546.995.810,004.740.872.770,00


14/01/2016 08h04 - Atualizado em 14/01/2016 11h41

Arrecadação com royalties do petróleo cai 25% em 2015

Receita total encolheu R$ 4,67 bilhões em meio a queda do preço do barril.
No RJ, arrecadação caiu R$ 900 milhões; em SP subiu R$ 43 milhões.



Darlan AlvarengaDo G1, em São Paulo

O pagamento de royalties sobre produção de petróleo para a União, estados e municípios somou R$ 13,857 bilhões em 2015, segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). A arrecadação representa uma queda de 25% na comparação com 2014, quando a receita total foi de R$ 18,530 bilhões. Royalties são os valores em dinheiro pagos pelas empresas aos governos dos locais produtores (municípios, estados e União) para ter direito à exploração do petróleo.
O valor também é o menor desde 2011, quando União, estados e municípios receberam R$ 12,987 bilhões a título de compensação pela exploração de petróleo.
O encolhimento do valor pago em royalties ao Poder Público ocorre em meio ao colapso dos preços do petróleo, que acumularam em 2015 queda de 35%, atingindo mínimas de quase 12 anos.
A perda de receita com royalties contribuiu para o agravamento da crise financeiras de estados e municípios. Somente o estado do Rio de Janeiro deixou de ver entrar em seu caixa em 2015 uma quantia de cerca de R$ 900 milhões, acumulando uma arrecadação de R$ 2,308 bilhões em royalties no ano passado ante R$ 3,213 bilhões em 2014.
O governo do Espírito Santo viu sua receita com o pagamento cair de R$ 837 milhões em 2014 para R$ 624 milhões em 2015. Na Bahia, o recuo foi de R$ 260 milhões para R$ 176 milhões. Já em Sergipe, a arrecadação caiu de R$ 166 milhões para R$ 97 milhões, segundo os dados consolidados nesta semana pela ANP.
Na contramão do movimento, o estado de São Paulo viu sua arrecadação com royalties subir 12%, passando de R$ 361 milhões em 2014 para R$ 405 milhões em 2015, beneficiado pelo crescimento da produção nos campos de pré-sal localizados na costa do estado.
Produção cresceu em 2015
Os números fechados da produção de petróleo em 2015 ainda não foram consolidados pela ANP, mas o país bateu recordes seguidos de produção no ano passado.
 
PETRÓLEO EM QUEDA
Excesso de oferta fez preços despencarem
A Petrobras anunciou nesta semana que atingiu uma produção média de 2,128 milhões de barris de petróleo diários no país em 2015, o que "representa o recorde anual histórico de produção de óleo da companhia, superando o recorde alcançado em 2014".
Ou seja, a queda da arrecadação com royalties em 2015 está muito mais relacionada ao preço da commodity no mercado internacional do que com o nível de produção no país.
"A arrecadação com royalties só não foi pior porque o real se desvalorizou muito em relação ao dólar e porque a Petrobras conseguiu aumentar a produção", afirma Adriano Pires, sócio-diretor do CBIE (Centro Brasileiro de Infraestrutura), lembrando que a moeda dos EUA acumulou alta de 48% sobre o real em 2015.
Perspectivas para 2016
Para ele, a perspectiva para 2016 é de uma nova queda na arrecadação de royalties. "Vai ser pior por dois motivos: porque o petróleo deve ficar ainda mais barato do que em 2015 e porque a produção da Petrobras não vai crescer praticamente nada", avalia Pires.
Na revisão do seu plano de negócios, a Petrobras reduziu a  projeção de produção de petróleo no Brasil de 2,185 milhões de barris por dia em 2016 para 2,145 milhões. A estatal passou a considerar um preço médio para o petróleo Brent de US$ 45 em 2016, ante projeção anterior de US$ 55.
A CBIE e outras consultorias projetam, por sua vez, o barril a um preço médio abaixo de US$ 40. Na última quarta-feira (13), o Brent caiu abaixo de US$ 30 pela primeira vez desde 2004.
Pires lembra, porém, que estados e municípios têm manifestado cada vez mais preocupação com a queda da arredação e que está em discussão na ANP uma proposta para alterar o cálculo dos royalties do petróleo de forma a reduzir o desconto dos preços de referência para os petróleos mais pesados. Pelos cálculos da CBIE, o valor pago pelos maiores campos do país poderia subir cerca de 7%.
http://g1.globo.com/economia/noticia/2016/01/arrecadacao-com-royalties-do-petroleo-cai-25-em-2015.html
ROYALTIES DO PETRÓLEO (em R$ milhões)
Beneficiários20152014
Estados4.030 5.455
Municípios4.7536.341
Fundo Especial1.1201.480
Comando da Marinha1.4852.298
Ministério da Ciência e Tecnologia 1.0481.625
Fundo Social1.3771.295
Educação e Saúde     43     33
Total13.857  18.530